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Todos os hospitais avaliados cumprem os parâmetros de qualidade em matéria de segurança do utente.
Os dados constam do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), que desde 2010 avalia anualmente a qualidade global dos estabelecimentos de saúde com internamentos. No relatório hoje publicado no site da ERS, 67 hospitais cumprem todos os parâmetros exigidos para a prestação de cuidados de saúde de qualidade.
O relatório, porém, ainda está incompleto uma vez que 74 hospitais ainda estão a iniciar a avaliação, em cinco não foi possível cumprir com todos os parâmetros de qualidade exigidos para a excelência clínica, 12 declinaram a avaliação e três não foram avaliados.
Apesar da nota global positiva, na avaliação por áreas de serviço nenhum obteve classificação superior (qualidade III) nas áreas de neurologia/acidente vascular cerebral e de cardiologia/enfarte agudo do miocárdio, duas das principais causas de morte em Portugal.
Vinte estabelecimentos apresentam um nível de qualidade intermédio (qualidade II) em neurologia e três a classificação de base (qualidade I). Dos restantes, 40 hospitais não têm actividade nesta área e três não submeteram informação necessária para avaliação. Na área de cardiologia, apenas 21 obtiveram uma nota intermédia.
Já nas áreas de ginecologia, há nove hospitais com classificação de topo, três na obstetrícia, dez na ortopedia e um na pediatria. Na especialidade de ortopedia, 45 hospitais têm um nível intermédio de qualidade e quatro apresentam um nível de base, enquanto na pediatria 27 obtiveram um rating de qualidade II e um de qualidade I.
Segundo o documento, 24 hospitais obtiveram uma nota intermédia e dois uma classificação base na área da ginecologia. Na especialidade de obstetrícia - partos e cuidados pré-natais, 25 estabelecimentos de saúde têm qualidade intermédia.
No que diz respeito à segurança do doente, o relatório - do qual constam 161 hospitais - indica que quase todos os estabelecimentos (101) cumprem os parâmetros de qualidade. Em 17 casos não foi possível aferir esses parâmetros,11 declinaram a avaliação e 32 estão ainda a iniciar a avaliação deste domínio.
Santa Maria tem nota máxima na obstetrícia
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é um dos que obteve nota máxima em obstetrícia, área na qual foram avaliados os procedimentos relativos a partos e cuidados pré-natais. Este hospital, um dos maiores do país com lotação 1365 camas, obteve também nota máxima na excelência clínica e na segurança do doente.
Também o Hospital Dona Estefânia apresenta qualidade III nos serviços de obstetrícia e ginecologia, e ainda no que diz respeito aos procedimentos de segurança e ao conforto das instalações. Em pediatria, o hospital obteve nota intermédia.
Ainda na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, mais conhecido por Hospital Amadora-Sintra, com 785 camas, teve classificação intermédia nas áreas de ginecologia, obstetrícia, ortopedia e pediatria, todas dentro do item excelência clínica. No que toca à segurança do doente, o hospital obteve classificação intermédia.
Para o Hospital Garcia de Horta, em Almada, o SINAS indica que "não foi possível aferir do cumprimento de todos os parâmetros de qualidade exigidos", adiantando que o hospital não forneceu os dados necessários à avaliação da área de ortopedia. Na área de pediatria, o processo está na fase inicial de organização dos dados.
A norte, o Centro Hospitalar São João, no Porto, com lotação de 1130 camas, dentro do parâmetro excelência clínica, teve direito a nota máxima na área de ginecologia e a nota intermédia nas áreas de neurologia, obstetrícia e ortopedia. Já na área de pediatria obteve a classificação base.
Sobre a área de cardiologia, o SINAS refere que o hospital não forneceu os dados necessários para proceder à avaliação. O Hospital de São João obteve ainda classificação intermédia no item segurança do doente. No centro do país, o Centro Hospitalar de Coimbra, Hospitais da Universidade de Coimbra, com 1144 camas, no item de excelência clínica, conseguiu uma classificação intermédia nas áreas de neurologia e de ortopedia. Já na área de cardiologia, o hospital não forneceu os dados necessários. Obteve ainda uma classificação base no item segurança do doente.
No Alentejo, o Hospital do Espírito Santo, EPE, em Évora, com 340 camas, declinou a avaliação em matéria de excelência clínica, tendo, no entanto, obtido nota intermédia em matéria de segurança do doente.
Mais a sul, o Hospital de Faro EPE teve a nota máxima na área de ginecologia e nota intermédia nas áreas de neurologia, cardiologia, obstetrícia, ortopedia e pediatria. Teve também nota máxima na segurança do doente.
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