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Os hospitais-empresa pediram 735 milhões emprestados para pagar dívidas a fornecedores.
A dívida dos hospitais do Sector Empresarial do Estado (SEE) cresceu de forma abrupta no segundo trimestre de 2009, atingindo já os 735 milhões de euros. Este valor compara com "apenas" 997 mil euros registados no mesmo trimestre do ano passado. Os hospitais estão a recorrer ao fundo criado no final do ano passado para pagar as dívidas aos fornecedores.
Os números aparecem no Boletim Informativo sobre o Sector Empresarial do Estado, publicado pela Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças (DGTF) referente ao segundo trimestre. Segundo o documento, a explicação para a subida da dívida remunerada reside na criação, em finais do ano passado, do Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), um instrumento financeiro que permite aos hospitais contraírem empréstimos para pagar dívidas a fornecedores.
A ‘nuance' contabilística é, assim, óbvia: por um lado, as dívidas a fornecedores, que não apareciam na rubrica "dívidas remuneradas", são pagas; por outro lado, este pagamento é feito com recurso a empréstimos contraídos junto do Fundo - que, por renderem juros, aparecem, estes sim, como "dívidas remuneradas". Actualmente, estas dívidas representam cerca de 13,6% do total dos activos dos hospitais EPE.

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