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Constâncio

"Há sempre contágio enquanto tudo não ficar esclarecido"

Económico com Lusa  
16/09/11 08:30

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Vítor Constâncio defendeu hoje a necessidade de a União Europeia executar todas as medidas com que se comprometeu.

Falando à entrada para uma reunião de ministros das Finanças da Zona Euro, na qual serão procuradas saídas para o impasse em torno da nova ajuda a Atenas, Constâncio admitiu que a situação nos mercados melhorou depois das recentes declarações da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês Nicolas Sarkozy, que reafirmaram que 

Berlim e Paris continuarão a apoiar a Grécia e que o lugar desta continua a ser no seio da Zona Euro.

No entanto, o responsável do BCE sublinhou a necessidade de se ir mais longe e defendeu que "esta reunião é para decidir o que é necessário para completar a execução de todas as medidas que foram anunciadas na cimeira de 21 de Julho", quando os chefes de Estado e de Governo da UE chegaram a um compromisso sobre um segundo pacote de ajuda a Grécia e o reforço e flexibilização do mecanismo europeu de estabilização financeira.

Questionado sobre se Portugal continua particularmente exposto à crise da divida soberana e ao nervosismo dos mercados, Vítor Constâncio admitiu que "há sempre contágio nesta situação enquanto tudo não ficar esclarecido e executado", o que disse esperar "que aconteça ate ao fim deste mês".

Reunião na Polónia

Os ministros das Finanças europeus iniciaram hoje de manhã, para já ao nível da Zona Euro, uma reunião de dois dias em Wroclaw em busca de saídas para a crise da dívida soberana, tendo como pano de fundo a urgência de uma solução para a Grécia, que espera e desespera pelo definitivo desbloqueamento de uma nova tranche de ajuda, que vários parceiros europeus hesitam em desembolsar, reclamando a Atenas garantias de última hora.

Tendo bem presente o nervosismo dos mercados, os ministros europeus procuram uma solução de equilíbrio entre a implementação das decisões saídas (mas ainda não ratificadas) da cimeira de 21 de Julho, na qual os líderes europeus acordaram um segundo pacote de ajuda à Grécia e uma flexibilização e reforço do mecanismo europeu de assistência, e a necessidade de garantir que Atenas cumpre a sua parte.

Com todas as atenções centradas na Grécia, os outros dois países com programas de assistência em curso, Portugal e Irlanda, são neste momento factor de pouca preocupação, e o ministro das Finanças português, Vítor Gaspar, deverá limitar-se a fazer uma breve exposição aos seus parceiros sobre a execução orçamental e os preparativos do Orçamento do Estado para 2012.

Após a reunião matinal do Eurogrupo, aos 17 ministros da Zona Euro juntam-se os restantes 10 ministros das Finanças da União Europeia, para um Conselho informal que se prolonga ate sábado a tarde e que junta muitos outros governantes, entre os quais os governadores dos bancos centrais dos Estados-membros, entre os quais o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e convidados, com destaque para o secretario do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.

 

 

 





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