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“Ouço, logo vejo” aposta na audiodescrição de, por exemplo, quadros. Um projecto cotado na BVS.
Imagine que está de olhos vendados e uma voz lhe descreve, pincelada por pincelada, um quadro emblemático, com o objectivo de lhe permitir ter as mesmas sensações que teria se estivesse a ver a pintura. Uma experiência que pode ser alargada a peças de teatro, filmes ou programas de televisão. A ideia é transformar as imagens em sons que se sentem no ouvido.
É este o objectivo do projecto "Ouço, logo vejo" - uma iniciativa da Companhia Nacional de Actores que trabalha com audiodescrição para pessoas com deficiência visual. E foi no Museu Calouste Gulbenkian que Rui Vilar, presidente da Fundação, se deixou guiar pela audiodescrição no quadro que escolheu: La Table Garnie, de Henri Fantin Latour.
"Eu beneficio do facto de conhecer muito bem o quadro mas foi uma descrição muito rigorosa, de uma forma que qualquer pessoa podia segui-la", considerou o presidente da Fundação, após a experiência de audiodescrição.
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