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A Remax disponibiliza uma série de serviços, como os saldos, a bolsa de permutas, a venda de casas de luxo e ainda a pesquisa de compradores.
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Com os preços a baixar, esta pode ser uma boa altura para comprar habitação. Saiba os passos a seguir no processo.
As dificuldades económicas têm sido um entrave real e psicológico para quem quer comprar casa. Mas, garantem os agentes imobiliários contactados pelo Diário Económico, esta é uma boa altura para o fazer, apesar das limitações de crédito e dos aumentos de impostos, que reduzem o rendimento das famílias. De acordo com os especialistas do sector, a pressão para vender a casa rapidamente está a levar muitos proprietários a baixar os preços, o que os leva a confirmar que esta será a melhor altura para encontrar bons imóveis a valores mais reduzidos.
Por isso, se está a pensar comprar habitação, o ideal é começar já a informar-se sobre os produtos e serviços disponíveis no mercado. Para ajudar, o Diário Económico indica-lhe as principais mediadoras a que pode recorrer a nível nacional e os produtos de crédito à habitação mais recentes que os principais bancos oferecem.
Mas, antes de qualquer simulação de quanto ficará a pagar pela nova casa , avalie qual será a quantia indicada a despender todos os meses, tendo em conta os seus rendimentos. A Maxfinance, consultora financeira da Remax, presta este tipo de serviços - algo que praticamente todas as principais mediadoras já fazem, começando por fazer esta avaliação mesmo antes de mostrar as casas que tem em carteira.
Já os bancos estão a apertar as malhas de avaliação dos pedidos de crédito para compra de habitação, criando mais restrições. O que significa que a altura é boa para comprar casa, mas com condições. De acordo com Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Ibéria, para conseguir agora um empréstimo para comprar casa, precisa de ter, pelo menos, 20% do valor da casa.
Detalhes a ter atenção quando pedir um empréstimo
Quanto mais dinheiro tiver para pagar a sua casa, mais dinheiro os bancos lhe emprestam. Contraditório? Talvez. Mas a explicação é simples: se tiver mais dinheiro, o banco corre menos riscos e pode financiar a compra com mais dinheiro. Ou seja, quanto menor for a diferença entre o valor da avaliação e aquilo que o banco empresta, melhor.
O mesmo se passa com os ‘spreads'. Apesar de estarem mais altos (há casos em que chegam aos 4% para uma taxa variável), os bancos estão abertos a negociar se o risco for menor. Não espere é encontrar ‘spread' de 0% em nenhum banco - isso só antes da crise.
Se tiver todos estes detalhes em atenção, comprar casa vai ser bem mais fácil. Além disso, hoje já existem vários serviços que ajudam a tornar este processo cada vez menos burocrático. Por exemplo, o serviço Casa Pronta facilita todo o processo burocrático. E há cada vez mais ‘sites' de pesquisa especializados em imobiliário - como o Casa Sapo ou o Lar Doce Lar - que ajudam a encontrar a casa desejada.
Um balcão para todas as casas
O Ministério da Justiça disponibilizou um novo serviço ‘online' a que deu o nome Casa Pronta e ao qual pode aceder no ‘site' www.casapronta.pt. O que faz? Permite tratar de todos os papéis e formalidades (incluindo obrigações fiscais) relativos à compra e venda de casa, num único local e sem ir ao notário. Quanto ao certificado energético - obrigatório desde o início do ano passado -, há várias medidadoras e bancos que facilitam o seu acesso. Os preços do serviço variam de acordo com o número de registos e as condições da transacção. A Deco, de acordo com o mesmo ‘site', reconheceu que, no balcão Casa Pronta, há uma significativa redução de custos nas formalidades relativas à compra de casa: em média, poupa-se "60 a 70%".
Mediadoras a que pode recorrer:
Remax
De origem norte-americana, a Remax está em Portugal desde 2000, marcando hoje presença em todo o território. Disponibiliza uma série de serviços, como os saldos, a bolsa de permutas, a venda de casas de luxo e ainda a pesquisa de compradores para o imóvel à venda.
Nº agências: 230
Imóveis à venda: 51.626 (em exclusivo na rede Remax)
Site: www.remax.pt
Era
Também vinda dos EUA, a ERA Portugal abriu a sua primeria agência em 1998. Com Cobertura nacional, mas mais destaque na região a norte de Leiria, disponibiliza, actualmente, um desconto de 100 euros ao cliente que comprar soluções de eficência energética.
Nº agências: 200
Imóveis à venda: 121.000 (em exclusivo e disponíveis noutras redes)
Site: www.era.pt
Century 21
A Century 21, também norte-americana, chegou a Portugal em 2004, com o conceito de ‘one stop shop' (fazer tudo no mesmo local). Para isso têm, entre outras, parcerias com a Home Energy (certificado energético) e com a Urbanos (mudanças), dispondo de preços especiais.
Nº agências: 55 (na Grande Lisboa; em Outubro abre no Porto)
Imóveis à venda: 5.000
Site: www.century21.pt
Square
Mediadora portuguesa criada em 2005, a Square tem apostado na oferta de serviços complementares à compra de casa. Tem um acordo com o BES, com a PT (para instalação do MEO) e ainda com a Home Energy, para a emissão do certificado energético.
Nº agências: 35 lojas (Grande Lisboa, Gaia e Torres Vedras)
Imóveis à venda: 15.000
Site: www.square.pt
Fita Métrica
A Fita Métrica nasceu em 1998 e em 2003 iniciou o processo de franquia. Bem cotada no mercado, estabeleceu parceria com o BPI para o crédito à habitação e ainda com o Benfica, oferecendo uma camisola autografada ou um passe cativo para ver os jogos.
Nº agências: 26 (Grande Lisboa, com lojas em Loures, Lisboa, Estoril, Miraflores, Amadora e Sintra. )
Site: www.fitametrica.pt
Veigas
A Veigas Imobiliária foi fundada em 1997 e aderiu ao regime de ‘franchising' em 2004. Em Março deste ano lançou o serviço "Veigas Outlet - Casas a Preços Únicos", uma bolsa onde concentravam imóveis até 30% mais baixos que o valor de mercado.
Nº agências: 60 (em todo o país)
Imóveis à venda: 10.000
Site: www.fitametrica.pt
Créditos à habitação disponíveis no mercado:
Millennium BCP
O BCP tem três soluções base de crédito à habitação, mas todas elas financiam até 90% da avaliação, a 40 anos, com idade limite de 80 anos e com o mesmo ‘spread' até ao fim do prazo. As taxas indicadas são referentes a um empréstimo de 85 mil euros, numa avaliação de 125 mil euros a um titular de 30 anos.
Prestação indexada: taxa de juro de 3,485%
Prestação mínima: taxa de juro de 3,482%, com possibilidade de carência de capital de seis ou 12 meses (neste exemplo, são os 12 meses)
Taxa fixa 5 anos: taxa de 4,231% (baseada na taxa de referência fixa do Banco, que é de 3,3%)
‘Spread': no ‘site', para as simulações referidas, o valor de referência é 1,9%, mas negociável.
Mais em www.millenniumbcp.pt
Barclays
O Barclays oferece empréstimos a um prazo máximo de 50 anos, até aos 80 anos de idade e financia até a 85% da avaliação da casa. As taxas de juro abaixo indicadas referem-se a um empréstimo de 200 mil euros a 30 anos, com financiamento de 60%, comtemplando ainda a subscrição de vários produtos do banco.
Tradicional: taxa variável (2,438%) ou fixa (2,525%)
Valor residual: prestação mais baixa ao longo do empréstimo, com amortização de 20 ou 30% do valor no final).
Prestação reduzida: Permite pagar juros até 10 anos no início do empréstimo. Pode conjugar-se com a solução Valor Residual até ao fim do prazo.
‘Spread': entre 0,9 e 3,35%
Mais em www.barclays.pt
BES
Também o BES aposta num prazo máximo de 50 anos, até aos 80 anos de idade, com a possibilidade de pagar apenas os juros nos primeiros anos. As taxas aqui referidas, salvo indicação contrária, são para um empréstimo 100 mil euros a 40 anos.
Regime geral: até 90% da avaliação com taxa de 2,702% acrescida de ‘spread' de 1%.
Especiais: para jovens, emprestam até 100% da avaliação a 40 anos e até 95% a 50 anos, com taxa de 2,627% (Euribor a 3 meses). Para séniores, financiam 80 e 90% da avaliação a uma taxa de 1.961% e isentam de seguro de vida.
Taxa fixa: na terceira semana de Agosto, para um contrato a 30 anos, a taxa fixa a dois anos era de 1,316% e a cinco, de 1,878% (mais ‘spread').
‘Spread': entre 1,25% e 4,4%
Mais em www.bes.pt
Santander Totta
O Santander financia por 50 anos, até aos 75 anos de idade, emprestando até 80% da avaliação. Além disso, quem pedir 200 mil euros (ou mais), o ‘spread é agora de 0,35% durante o primeiro ano. As taxas abaixo são para um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos para um titular de 30 anos.
Super Crédito taxa variável: taxa de juro a 3,273% (já acrescida de ‘spread')
Super Tranquilo: taxa fixa a cinco anos, de 3,743%
Valor residual: Permite pagar 20 a 30% do empréstimo no final, com taxa de 2,965% e ‘spread' minímo de 1,50%.
Residual Plus: Idade a partir dos 45 e até aos 80 anos, com taxa de 4,230%.
‘Spread': entre 1,50% e 2,40%
Mais em www.santander.pt
CGD
No geral, as soluções da CGD emprestam até 90% da avaliação, a 45 anos e com um máximo de 80 anos de idade. As taxas apresentadas referem-se a um empréstimo de 100 mil euros para um cliente com 30 anos com produtos do banco e com a casa avaliada em 130 mil euros.
Taxas de juro: a CGD tem cinco diferentes - variável, fixa, protegida, prémio e taxa Z que se podem aplicar aos vários produtos de crédito.
T-Fixo: apenas pode usar as taxas variável (2,738%) e a taxa prémio (2,852%).
T-30: Permite pagar 30% no final do empréstimo e ainda pagar apenas os juros durante três anos (período de carência).
Triplex: Permite pagar 30% no final do prazo e pagar apenas os juros durante cinco anos.
‘Spread': entre 1,35% e 4,20%.
Mais em www.cgd.pt
Montepio
O Montepio empresta um mínimo de dez mil euros e até 80% da avaliação a 50 anos e até aos 80 anos de idade. A taxa referida em baixo diz respeito a um financiamento de 85 mil euros a 40 anos, para um titular de 30 anos e um valor de avaliação de 125 mil euros, com spread de 1,95%,
Taxa variável: 3,5472%
Taxa fixa: a 2, 3, 4, 5, 10 e 15 anos; após este período, passa a ter uma taxa variável ou é negociado um novo período de taxa fixa.
Prestações: podem ser fixas (paga o mesmo ao longo do contrato), constantes ou mistas, mas só durante oito anos e quando o banco empresta até 60%.
Produto Habitação Fléxivel: Paga menos no início e entre 10% a 30% no fim.
‘Spread': entre 1,40% a 3,85%,
Mais em www.montepio.pt
BPI
O BPI faz contratos de crédito à habitação por um período máximo de 50 anos, mas apenas com taxa variável. No geral, a idade máxima definida são os 75 anos. Além disso, apesar de ser cada vez menos comum no mercado, conta ainda com soluções para comprar casa em planta.
Prestação mista: a prestação começa por ser muito reduzida e vai crescendo durante os primeiros 10 anos. Neste caso, a taxa de juro é 2,705%, tendo em conta um financiamento de 200 mil euros e 30 anos e emprestando
60% da avaliação.
Período de Carência: durante cinco anos paga apenas os juros, com uma taxa de 2,695% no mesmo período acima referido.
Mais em www.bpi.pt
Banif
O Banif empresta um mínimo de 25 mil euros e até 90% do valor da avaliação a um mínimo de cinco anos e até 40 anos e com idade limite de 75 anos. As taxas aqui referidas dizem respeito a um empréstimo de 160 mil euros a 30 anos, com o banco a emprestar apenas 50% do valor da avaliação e com um spread de 1,40%.
Crédito Habitação Modular: solução comum com TAE de 2,908% (taxa variável ou fixa)
Crédito Jovem: taxa variável de 2,574% para um prazo mínimo de 20 anos e máximo de 50 anos.
Crédito Sénior: taxa variável de 3,261% para titulares com mais de 45 anos. Emprestam um mínimo de 75 mil euros e até 75% da avaliação a um minimo de 10 anos e até 30 anos, com limite de idade até aos 80 anos.
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Comentários (43)
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I might be betiang a dead horse, but thank you for posting this!
gostaria de compar uma casa no valor ate 50 mil euros na zona de passo darcos ate cascais guem tiver um imovel assim entre em contato por imail .
Se querem comprar casa comprem-me a mim. Tenho casas novas para vender. São as melhores. As que eu vendi o ano passado já não prestam, até já têm infiltrações, por isso talvez consigam um bom desconto de 500 euros, mas atenção são velhas e as que tenho este ano são novas e só ficam velhas para o ano, ou então logo depois de eu as vender. Por isso já sabem, venham ter comigo. Só por serem voçês eu sou capaz de perder a cabeça e fazer um descontão. Que tal menos 500 euros? É bom não é? Não pode ser! Então vão pedir dinheiro ao banco...
A:
A questão é que o preço das casas está hoje onde está por culpa exclusiva de quem a compra. Aceitaram endividar-se a prazos obscenos (pagar a casa até aos 60 ou 70 anos, sem constituirem poupanças para a velhice). Elas custam o que custam porque as pessoas pagam. Os bancos, por seu lado, querem emprestar o máximo que as pessoas conseguem pagar, avaliando as casas muito por cima. Os portugueses (que nunca foram muito orientados ou de fazer contas) olhavam só para a prestação e não para os juros, prazo de pagamento etc.
Quem comprou casas com taxas de juro de 15 e 20% dificilmente conseguiriram comprar hoje com taxas de 2%, tal foi o aumento do preço...
A isto junta-se a chico esperteza (ou desespero) e vêm-se casas usadas na Quinta da Trindade, por exemplo, mais caras do que as novas ainda em venda pelo construtor...
A verdade é que há quem hipoteque toda a sua vida produtiva para pagar 4 paredes ao alto, de péssima construção (vivi na Alemanha e nunca passei tanto frio como no Inverno em Portugal) na sua grande generalidade e em cidades perfeitamente miseráveis (Lisboa incluída).
Então aquelas casas a cair de podre, em prédios chungas "para remodelar a gosto, com muito potencial" (desde que haja dinheiro, obrigao) que depois das obras ficam tão ou mais caras que as novas? Ou o metro quadrado em prédios com mais de 50 anos a custar mais do que em Berlin novo?
Fiquem com as casas, comam-nas ou deixem-nas em ruínas como herança...
Eu tive a minha casa a venda pela Remax e durante os 6 meses a que fui obrigado fazer um contrato, não conseguiram vender, mas sabemos das dificuldades da crise, mas aqui foi também os maus serviços dos seus colaboradores, pois eles levavam pessoas que queriam o dinheiro todo! logo os bancos como não emprestam, fizeram-me andar 6 meses numa ansiedade que não há dinheiro que pague! por isso a Remax que se cuide...porque são tão maus vendedores como os mais ruins ...nem a Remax Mãe devia consentir numa coisa dessas? os seus franchizados? acho que é assim que se chamam? a fazer um mau negócio colocando a própria instituição mal colocada no mercado..porque eu vou dizer mal enquanto viver...pessoas sem perfil, pessoas sem conhecimento, pessoas que ainda por cima me prejudicaram...
Acho que vou tirar este jornal dos meus favoritos. As noticias devem ser completas e imparciais... nem uma coisa nem outra acontece cada vez mais!!
Não percebo como é que esta pode ser considerada uma boa altura para comprar casa. Ao contrair um crédito agora com um spread de 2% (já nem falo nas alarvidades de 3 e 4), ficamos realmente a pagar pouco, porque a Euribor continua baixa. Mas... assim que a Euribor subir para valores normais - 2,5 ou 3%, nem é preciso chegar aos valores leoninos de 2008 - o spread continua a ser de 2%, ou seja, o juro total e o valor da prestação vão ser um "estalo" que muitos não vão aguentar. E aí, o mercado vai voltar a ficar inundado e os preços vão descer ainda mais. Ainda por cima, como a relação financiamento/garantia é mais favorável ao credor (banco), este poderá colocar a casa no mercado por um valor inferior ao que acontece hoje. Bem, se calhar sou eu que estou a ver mal a coisa mas, só compraria uma casa hoje se tivesse dinheiro para a comprar a pronto ou quase.
Interessante verificar a publicidade que foi feita as agências imobiliárias e bancos, interessante ver que alguns bancos e imobiliárias ficaram de fora a reportagem ate estava bem feita e com interesse ate chegarmos á parte de anunciar quem pagou a mesma :)
até parece que não há mais imobiliarias e bancos, até parece que não se pode comprar e negociar directamente com o proprietário. É nojento que um jornal como este esteja a fazer publicidade de borla como estes são os melhores e o resto não conta
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