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20 Fev 2012

Guia para procurar trabalho no estrangeiro

Carla Castro
Guia para procurar trabalho no estrangeiro

Se a opção é ir trabalhar para outro país, lance mãos à obra e invista na procura.

Se está sem trabalho e não vê, em Portugal, qualquer luz ao fundo do túnel, já pensou em emigrar? O Diário Económico deixa-lhe alguns passos a seguir para se lançar nessa aventura em que muitos portugueses estão a embarcar para fugir ao desemprego.

1. Avalie as suas competências
É preciso cruzar dois eixos: as competências que tem e encontrar um mercado onde elas estejam em falta. "É uma perda de tempo pensar que vai fazer qualquer coisa para qualquer lado. Tem de definir um mercado para focalizar energias nesse sentido", afirma José Bancaleiro, ‘managing partner' da ‘executive search' Stanton Chase em Portugal.

2. Lance mãos à obra
Comece por estudar o mercado para onde quer ir, pesquisando na Internet quais as maiores empresas do sector a que se quer candidatar, sites e empresas de recrutamento, ‘head hunters', câmaras de comércio, etc. Conhecer, ainda que teoricamente, o mercado dá resultado, assim como ir já com os contactos feitos, garante o ‘managing partner' da Stanton Chase. O trabalho de preparação é indispensável.

3. Contactos e redes sociais
Aposte no ‘networking' no país para onde decidiu ir e a listar quais os portugueses ou pessoas de outras nacionalidades que conhece lá, amigos de amigos e contacte-os. "A primeira coisa a fazer é preparar a viagem com pessoas com interesses semelhantes aos nossos, que estão a viver na cidade para onde queremos ir. Ajuda-nos a estruturar a viagem e a começar a integrar-nos. Dá-nos outro conforto", diz Tiago Forjaz, o fundador da rede social Star Tracker. Esta e outras redes profissionais, como o LinkedIn, ou até o Facebook, podem ajudar muito neste trabalho preparatório. Existem nestas redes grupos criados de portugueses que vivem no estrangeiro.

4. Net: a grande aliada
Passe à acção: coloque currículos nos sites emprego, nas bases de dados das empresas de ‘head hunting', nas empresas de recrutamento, contacte as empresas, responda a anúncios. Não se esqueça de ir também, no caso do seu destino ser um país europeu, aos portais de emprego globais ou europeus, como o Monster ou o Experteer.com, os sites especializados por actividade e país, às secções de classificados nos diários ‘online' de cada país e às páginas oficiais dos serviços públicos de emprego.

5. Currículo
Pode parecer um pormenor, mas é importante: adaptar o currículo não só à língua, como à linguagem do país. "No Brasil, por exemplo, convém adoptar expressões próprias do brasileiro. Basta ler um livro de gestão", diz José Bancaleiro.

6. Idioma
Em países que não são de língua portuguesa, o especialista em ‘head hunting' aconselha que aprendam umas noções básicas antes de partir: "Embora, no início, o inglês seja suficiente, começar a aprender a língua é importante", refere o responsável da Stanton Chase. Esta questão coloca-se, nomeadamente, no caso da Alemanha.

7. Visita preparatória
Bastam dois ou três dias, mas se puder deslocar-se à cidade para onde vai, antes de se mudar, dá outra segurança quando for para ficar, defende Tiago Forjaz. Veja de casas, escolas, como funciona o sistema fiscal, burocracias, etc.

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