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Banca

Guerra pelos depósitos custa mais 1,6 mil milhões de euros

Marta Marques Silva  
23/02/12 00:05

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Os custos dos bancos portugueses com a remuneração de depósitos disparou 90% em 2011 face ao homólogo.

Nunca os bancos portugueses pagaram tanto pela sua base de depósitos a prazo. A "guerra pelos depósitos", que elevou as taxas de juro até 7% em 2011 - e que levou mesmo o Banco de Portugal a intervir para limitar os juros oferecidos - custou aos bancos nacionais 3,3 mil milhões de euros no último ano. Ou seja, a banca portuguesa pagou mais 1,57 mil milhões de euros em 2011 face ao ano anterior para remunerar os depósitos a prazo. Um aumento de 90% nos custos de remuneração, que permitiu aos bancos portugueses aumentar a base de depósitos em nove mil milhões de euros.

Em 2011 os bancos pagaram em média 3,6% pelos novos depósitos a prazo - com os juros médios a atingirem os 4,53% antes da intervenção do regulador, segundo dados do Banco de Portugal. No ano anterior a taxa de juro média das novas aplicações rondou os 1,56% nas empresas e os 1,8% nos particulares. Subidas expressivas que convenceram as famílias portuguesas a moverem as suas poupanças para aplicações a prazo. No total, os depósitos de particulares aumentaram em 13,5 mil milhões de euros no último ano. Já a base de depósitos das empresas diminuiu em 4,5 mil milhões de euros, com os constrangimentos de tesouraria a sobreporem-se às taxas atractivas destas aplicações.

O interesse dos bancos portugueses em captarem depósitos a prazo resulta não só das dificuldades de financiamento no exterior, mas também da necessidade do sector em diminuir os rácios de transformação. Uma imposição da ‘troika' que levou as instituições nacionais a cortarem na concessão de crédito enquanto subiam os juros das aplicações a prazo de forma a tentar aumentar a base de depósitos. O rácio de transformação, que deverá rondar actualmente os 140%, terá de atingir os 120% no final de 2014.


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