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Bruxelas quer usar a nova regra para forçar os outros países a aceitar uma solução global para as emissões de carbono dos aviões.
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Pequim proibiu ontem as companhias aéreas de pagarem a taxa de carbono. O sector da aviação da UE diz que o ‘jogo político’ ameaça a sua competitividade.
Bruxelas está cada mais isolada na taxa de carbono, em vigor desde 1 de Janeiro, e começa a colocar o sector europeu da aviação numa situação de desvantagem competitiva. Pequim proibiu ontem todas as companhias aéreas chinesas com operações na Europa - cerca de 33 - de pagar a nova taxa, numa decisão que eleva o braço-de-ferro político com a União Europeia. A China junta-se assim a uma frente comum de países, entre os quais os EUA, Índia e Rússia, que se opõe aos planos europeus e que ameaça uma guerra comercial.
A uma semana da cimeira bilateral entre a União Europeia e a China - onde está em cima da mesa a entrada chinesa no fundo de resgate da zona euro -, as companhias aéreas europeias continuam a pagar um imposto que está ‘auto-suspenso' entre as suas concorrentes asiáticas e norte-americanas. "A China espera que a Europa se debruce sobre as suas preocupações, tendo em conta (...) as relações sino-europeias", disse, em comunicado, a administração da Aviação Civil da China. Pequim avisou ainda que vai "estudar medidas adicionais para proteger os interesses dos seus cidadãos e das suas empresas". Se as companhias aéreas - responsáveis por 3% das emissões de CO2 e por isso incluídas no sistema de comércio de emissões da UE - não pagarem a nova taxa incorrem numa multa de 100 euros por tonelada de carbono emitida e, em último caso, podem ver suspensos os direitos de voo no espaço europeu.
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