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BES e BPI também cederam mais de 2,5%. PSI 20 fecha 'flat', longe das perdas europeias. Grécia voltou a pressionar.
Ainda na ressaca da aprovação do segundo resgate à Grécia, as praças europeias voltaram a fechar em sinal vermelho, tendo sido pressionadas pelo corte de ‘rating' grego pela Fitch para um nível próximo do incumprimento e pela contracção inesperada da produção industrial na zona euro em Fevereiro. Este indicador caiu de 50.4 para 49.7 este mês.
Foi neste cenário que o Ibex 35 de Madrid recuou 1,26%, acompanhado pelo Mib de Milão e Cac 40 de Paris, que perderam 0,92% e 0,52%, respectivamente. Também a bolsa grega caiu 5,67%, na sequência do ‘downgrade' da Fitch. O National Bank of Greece tombou mais de 12% em bolsa e liderou as perdas na Europa. O índice da Bloomberg para o sector recuou 2,5%, com Bank of Ireland e o austríaco Raiffeisen a recuar 7% e 6%.
"O corte de ‘rating' à Grécia não surpreendeu os investidores. O mercado está desconfiado de que a Grécia não consiga implementar todas as medidas", referiu Pedro Miguel Santos, do BES Investimento, ao ETV. "Os 130 mil milhões evitam que a Grécia vá já ao fundo. Foi um acordo importante para se encontrar um caminho e também para pagar a próxima dívida, que tem de ser paga já em Março", acrescentou.
Na sessão de hoje, o sector financeiro foi, de resto, um dos que mais castigou o principal índice português, o PSI 20, que fechou ‘flat', perdendo uns ligeiros 0,07% para 5.597,98 pontos. O BCP foi o que mais cedeu em Lisboa, tendo recuado 4,6% para 0,166 euros, ao mesmo tempo que o BPI e o BES desvalorizaram 2,54% e 2,67%, respectivamente. No mesmo sentido, o Banif perdeu 1,46% para 0,337 euros. "O sector da banca está a corrigir dos fortes ganhos" do início do ano, referiu Pedro Miguel Santos.
No total, foram 16 as cotadas que encerram sob pressão vendedora. Outros destaques negativos vão para a Portugal Telecom e EDP Renováveis, que perderam 1,03% e 0,82%. E com quedas superiores a 2% fecharam a Sonaecom e Zon.
Em contra ciclo, a Galp, a cotada com maior ponderação no índice, somou 2,18% para 12,88 euros, acompanhando os ganhos do barril de ‘brent', que é referência para as importações nacionais, em Londres, que subia 0,81% para 122,65 dólares.
Também a Jerónimo Martins contrariou o sentimento da praça lisboeta ao subir mais de 1% para 13,05 euros.
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