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A Grécia vai aprovar uma lei para facilitar a privatização de empresas públicas, anunciou o ministro das Finanças do país.
A Grécia vai aprovar uma lei para pôr fim aos obstáculos existentes que impedem a privatização de empresas públicas, anunciou o ministro das Finanças do país, Yannis Stournaras.
O primeiro-ministro conservador Antonis Samaras, que chefia um governo de coligação de partidos de esquerda e direita, "pediu hoje ao secretário-geral do Governo para preparar um projecto de lei que inclui 77 actos administrativas para facilitar as privatizações", disse o responsável grego pela pasta das Finanças, citado pela agência de notícias France Presse.
Após uma reunião entre Samaras e os líderes dos outros dois partidos da coligação, Evangelos Venizelos, chefe dos socialistas gregos (Pasok), e Fotis Kuvelis, líder do pequeno partido de centro-esquerda Dimar, sobre as privatizações, Stournaras disse que a legislação deve ser alterada para facilitar a transferência para os privados das empresas privadas que são da responsabilidade dos ministérios das Finanças, das Infra-estruturas e da Energia.
Sob pressão dos credores, a União Europeia e Fundo Monetário Internacional (cujos peritos deixaram Atenas no domingo após uma auditoria às reformas levadas a cabo pelo governo), a Grécia foi forçada a acelerar o programa de privatizações que deve dotar o Estado de 19 mil milhões de euros até 2015 para reduzir o seu endividamento.
Além do banco agrícola ATEbank, recentemente dividido em dois tendo a parte saudável sido assumida pelo Banque du Pirée por 95 milhões de euros, a Grécia também deve ceder aos privados caminhos-de-ferro ou a companhia de electricidade DEI, entre outras empresas.
"A escolha de vender o património público, como o governo fez com o ATEbank, priva a economia grega das ferramentas necessárias para reconstruir o país e constitui um crime maior do que os cortes horríveis nos salários", indicou a Syriza, da esquerda radical, o principal partido da oposição.
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