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Quase um ano depois de ter chegado ao poder, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, foi obrigado a remodelar o seu Governo.
O chefe de Governo decidiu, no entanto, manter o ministro das Finanças, George Papanconstantinou, que negociou com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional um pacote de emergência ao país no valor de 110 mil milhões de euros, em troca de fortes medidas de austeridade
O ministro da Saúde foi substituído por Andreas Loverdos, que foi o responsável pela reforma do sistema de pensões do país avançada este ano.
Além disso, outros dois ministérios mudaram de mãos: Trabalho e Desenvolvimento.
A remodelação governamental surge onze meses depois de os socialistas terem chegado ao poder e perante forte contestação dos cidadãos em relação às medidas anti-défice avançadas esta ano para equilibrar as contas pública gregas, cujo 'buraco' atingiu quase 14% do PIB em 2009.
"Os principais ministérios que parece terem sido afectados são os que estão relacionados com o crescimento económico", explicou um economista do Citigroup à Bloomberg. "O Governo está a sinalizar que está feito o trabalho mais difícil na consolidação orçamental, mas que também é necessário focar-se agora no crescimento económico", sublinhou.
A economia da Grécia encolheu pelo sétimo trimestre consecutivo entre Abril e Junho, com os cortes nas pensões e o aumento dos impostos a penalizarem o consumo interno.
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