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O Governo de Atenas começou a aceitar algumas das exigências para garantir o segundo resgate de 130 mil milhões de euros.
As autoridades gregas começaram ontem a ceder à pressão internacional, aceitando parte das novas exigências da ‘troika' para soltar um segundo resgate de, pelo menos, 130 mil milhões de euros e um ‘perdão' de 100 mil milhões à sua dívida privada. A alternativa, avisaram os parceiros europeus, é o incumprimento em meados de Março.
O ministro grego da Administração Pública anunciou que, como exigido, irá dispensar 15 mil funcionários e fontes governamentais citadas em Atenas falam ainda de um corte na ordem de 20% no salário mínimo, mas na manutenção do subsídio de férias. O primeiro-ministro Lucas Papademos voltou a sentar-se à mesa com a ‘troika' ao fim da tarde e prevê hoje à tarde fechar pacote com o resto do Governo, onde têm assento os maiores partidos.
Lisboa é das capitais mais ansiosas com este desfecho. Portugal e Irlanda são os primeiros na linha de contágio grego e cada atraso na decisão ou querela interna traduz-se em maior desconfiança nos mercados face ao êxito dos programas de socorro europeus. "Países que estão a fazer grandes esforços, como a Irlanda por exemplo, vêm-se, de certa forma, penalizados por uma situação externa", disse o porta-voz do comissário Olli Rehn, Amadeu Altafaj. "Há muito em causa para o resto da zona euro", avisou a chanceler alemã Angela Merkel.
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