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O ‘chairman’ da PT, Henrique Granadeiro, foi ontem ouvido na comissão de Ética, onde respondeu a praticamente todas as perguntas dos deputados.
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O ‘chairman’ da PT esteve na Comissão de Ética e disse que a compra da TVI nunca foi discutida no conselho de administração.
Sem reservas ou invocação de qualquer tipo de sigilo, Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração da PT, respondeu a todas as perguntas sobre a intenção da PT em comprar a TVI. Garantiu que informou José Sócrates num jantar a 25 de Junho, e que nessa manhã já tinha decidido juntamente com Zeinal Bava, CEO da PT, abandonar o negócio depois das intervenções de Manuela Ferreira Leite e do próprio Presidente da República contra o projecto. O tema, garante, "nunca esteve agendado ou foi discutido pelo Conselho de Administração", a quem compete em exclusivo deliberar sobre estas aquisições.
Não explicou foi por que razão Zeinal Bava deu na noite de 25 de Junho uma entrevista à RTP a defender o negócio, se já nessa manhã, numa reunião conjunta, tinham decidido que não se avançava com a compra. Granadeiro não vê, no entanto, qualquer contradição entre o que Zeinal disse, defendendo o "racional do negócio" e a decisão tomada. Mas uma coisa disse. Foi com "surpresa" que na manhã de 26 de Junho foi informado por Mário Lino, então ministro das Obras Públicas, de que o "Governo considerava prejudicial esse negócio". Nessa altura, no Parlamento, Sócrates garantia que o Executivo iria usar a ‘golden share' para vetar o negócio. Granadeiro não percebe a intervenção do Governo "perante um negócio que já tinha sido abandonado". E, segundo o ‘chairman' da PT, "a ‘golden share' não podia vetar o negócio", porque não necessitava do aval da Assembleia-Geral.
Granadeiro não escondeu, ainda assim, que quando Zeinal Bava o informou que a Prisa estava vendedora de uma participação minoritária na TVI (30 ou 33%), a 21 de Junho, ele próprio levantou "desde logo reservas". A explicação era simples: "ninguém no país acreditaria que, no contexto de eleições e no conflito entre primeiro-ministro e TVI, aquele negócio se fizesse e não fosse um frete ao PM nesse quadro de litígio".
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