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Mais despesa pública

Governo vai mudar Orçamento de 2009

Margarida Peixoto  
07/01/09 00:05

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1 leitores

O Governo vai entregar no Parlamento, na próxima semana, as leis de alteração ao Orçamento em resultado do plano anti-crise, na área fiscal e na despesa.

O Governo vai alterar a lei do Orçamento do Estado para aumentar a sua capacidade de despesa durante este ano, confirmou ao Diário Económico fonte governamental, depois de Teixeira dos Santos ter indiciado esta possibilidade em entrevista à RTP. "É um Orçamento suplementar, adicional, de reforço do Orçamento que já tivemos aprovado na Assembleia da República", disse ontem à noite o ministro das Finanças, na televisão. Teixeira dos Santos defendeu que este aumento dos tectos de despesa não significa "gastar mais para fazer o mesmo", mas antes "termos tectos de despesa maiores para fazermos mais".

Esta alteração servirá para concretizar as medidas de apoio adicional do plano anti-crise, apresentado em meados de Dezembro e chegará à Assembleia da República já na próxima semana. No entanto, o valor ainda não é conhecido.

Juntamente com esta alteração, será necessário introduzir ainda mais quatro mudanças na lei do Orçamento, que decorrem também do plano anti-crise. Uma delas diz respeito ao crédito fiscal ao investimento em 2009 que, de acordo com o plano, poderá atingir 20% do montante investido, dedutível em quatro exercícios. Será preciso ainda introduzir as alterações feitas ao IVA: a possibilidade de autoliquidação do imposto na prestação de bens e serviços às Administrações Públicas de montante superior a cinco mil euros; e a aceleração do reembolso deste imposto, baixando o seu limiar de 7.500 para três mil euros. A terceira medida a acrescentar será a redução do valor mínimo do Pagamento Especial por Conta para mil euros. Por fim, será introduzida a alteração que decorre do apoio às redes de banda larga de nova geração, que representa uma despesa fiscal de 50 milhões de euros.

Esta não é a primeira vez que o Executivo de José Sócrates mexe no OE para 2009: ainda durante a discussão do documento na especialidade o limite de endividamento foi aumentado num total de 2.663 milhões de euros, face ao que estava inicialmente inscrito na proposta de Orçamento.

Os limites de endividamento foram já aumentados de duas formas: por um lado, com a rectificação do montante máximo de endividamento em 963 milhões de euros, para 7.342 milhões. Por outro, no artigo 141º da lei do OE, onde se prevê uma autorização "excepcional" de endividamento em mais 1.700 milhões de euros, para pagar as dívidas do Estado aos seus fornecedores.

O Governo concretiza desta forma a passagem do défice orçamental para os 3%, relativamente à previsão inicial de 2,2%. Os 0,8 pontos percentuais do produto vão ser usados para combater a crise, tal como foi anunciado na apresentação do plano anti-crise - 13 de Dezembro -, já depois da aprovação da lei do Orçamento do Estado para 2009.


Mexidas no OE

- Na discussão na especialidade, o Governo acrescentou 963 milhões de euros ao limite máximo de endividamento neste ano.

- Para pagar as dívidas do Estado aos seus fornecedores, autorizou ainda, excepcionalmente, mais 1.700 milhões de euros de endividamento.

- Na próxima semana, será novamente alargado o tecto de despesa para responder ao plano anti-crise.

 





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Comentários (10)

solrac, algarve | 08/01/09 12:43
ha uns anos estavamos de tanga, agora nem isso temos sera k ainda vai piorar, espero k nao :)


Tribunus, | 07/01/09 14:36
Espera-se que um ministro das finanças, tenha uma linguagem de financeiro
e não de sapateiro! Os economistas e financeiros, costumam a dizer rectificar
um orçamento, não mudar um orçamento! trata-se de uma birra de imcompetentes, que não descobriram que POrtugal estava em recessaõ desde Junho de 2008, foi preciso o Governador do Banco de Porugal, dize-lo no dia 6/1/9, isto è ignorancia ou imcompetetcia? tipos deste nivel, não tem capaciade para retirar um país de uma crise strutural do paìs e muito menos capacidade para conduzir uma divida externa galopante!
O exemplo viu-se com a obcecação de OTa (digamos paranóia do primeiro
ministro) que de um dia para o outro passou para Alcochete! uma nãção pode estar entregue a gente desta? o FT. já escreeveu que o Silva era o pior ministro das finanças dos 27..................


ALVES, Viana do Castelo | 07/01/09 13:54
E SE A MUDANÇA FOR PARA MELHOR MUITA GENTE VAI APALUDIR!A COMEÇAR POR MIM! PARA MELHOR MUDA-SE SEMPRE!! VAMOS É VER QUAIS OS CRITÉRIOS QUE VÃO USAR E QUE MUDANÇAS VÃO FAZER!!


LOPES CARLOS, Bruxelas | 07/01/09 13:53
1. Durante a recente reunião anual da AEA ( American Economic Association) , centenas de Economistas defenderam o aumento das despesas publicas para combater a crise nos EUA. Todavia, não houve consenso sobre o tipo de despesas com mais retorno nem houve consenso sobre politicas mixtas de despesas publicas e reduções de impostos. O jornalista LOUIS UCHITELLE no
THE NEW YORK TIMES apresenta uma síntese das posições dos Ecomistas mais prestigiados. Vale a pena consultar este artigo em www.nytimes.com/2009/01/07/business/economy
2. A questão não é ( nunca foi) investimento publico versus privado. A questão séria é : que retorno ? para quem ? com que controle? que punição para os que não fazem jogo limpo?que participação das populações interessadas ?


Domingos, | 07/01/09 13:14
Muito Bem!! Em tempo de crise tenta-se estimular a economia de modo a evitar falências e desemprego, realmente este será provavelmente o melhor governo de Portugal que me lembro, e lembro-me de muitos!


António Costa Lima, Setúbal | 07/01/09 10:47
Lá se vai gastar indiscriminadamente outra vez ou não estivéssemos em ano de eleições. Se as previsões do Governador do Banco de Portugal estiverem correctas, em 2011 a crise acaba, mas deverá voltar o discurso da tanga e do défice e do pedir de sacrifícios aos contribuintes. Enfim são as cenas repetitivas dos próximos episódios desta triste economia portuguesa, gerida por gente das famosas passagens administrativas da década de 70, que gerem mediante interesses ocultos, cunhas para amigos e tachos.


vg, | 07/01/09 10:46
Começam a estar por tudo.Quando se desaperta o cinto ,nunca se sabe até ondem caiem as calças..


N, | 07/01/09 02:42
hmmm... nunca há crise para os tachos, enquanto houver impostos!


Apoteose, | 07/01/09 01:20
Que grande coluna vertebral que este Governo tem!


Atento, | 07/01/09 01:14
Quem é o pior ministro das Finanças da União Europeia?


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