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Os novos mega-agrupamentos das escolas vão trazer muitos professores para o desemprego.
Comunidade
O Ministério da Educação já agendou reuniões na próxima semana para apresentar aos parceiros as propostas das novas fusões de escolas.
O Governo prepara-se para avançar com a criação de novos mega-agrupamentos de escolas no próximo ano lectivo. O número ainda não foi divulgado pelo ministério tutelado por Isabel Alçada, mas a Fenprof não hesita em adiantar que serão "cerca de 280", a juntar aos 86 já criados no ano passado. "É o número de escolas secundárias que estão por agrupar", conclui Francisco Almeida, do secretariado nacional do sindicato.
Contactado pelo Diário Económico, o Ministério da Educação não prestou declarações até ao fecho desta edição.
Já na próxima semana, o Ministério da Educação vai reunir com várias entidades e associações para apresentar a proposta. Para além da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) foram convocadas as Direcções Regionais de Educação (DRE), os directores das escolas, os presidentes dos conselhos gerais das escolas e as associações de pais. Em declarações ao Diário Económico, Adalmiro da Fonseca, da ANDAEP, diz não ter dúvidas que vão ser criados mais mega-agrupamentos."Tantos quantos o Ministério puder", e sublinha que a tutela já terá dito que "esta é a medida que vai permitir ao ministério poupar mais dinheiro".
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