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Isabel Alçada prepara lei para reforçar poder das direcções contra a violência nas escolas.
O Governo quer travar a violência nas escolas reforçando os poderes dos seus directores para suspender de imediato os alunos agressores. No final do conselho de ministros de ontem, Isabel Alçada avançou que está a preparar uma iniciativa legislativa para combater os fenómenos de ‘bullying'. No mesmo dia, o CDS revelou que vai apresentar no Parlamento um conjunto de medidas para responsabilizar as famílias de alunos que exerçam violência reiterada sobre colegas.
A violência escolar saltou para as páginas dos jornais depois de uma criança de 12 anos, alegadamente vítima de ‘bullying', ter desaparecido no rio Tua, em Mirandela. Com esta decisão, o Executivo pretende impedir que as situações se tornem fenómenos continuados, com o risco de ocorrerem desfechos trágicos como o que aconteceu em Mirandela.
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Um dos principais espelhos de um País é a sua Escola.
Nela se projecta a familia, a célula básica das sociedades, quer se queira ou não, com todas as suas qualidades e defeitos, através da educação que souberam ou não souberam dar aos seus filhos.
Esse espelho mostra-nos uma imagem triste, depressiva, violenta, em que se caminha para uma completa ausência valores, em que o ter se sobrepõe ao ser, em que muitos pais, que são tudo menos isso, desconhecem o que é saber educar um filho.
Preferem criar monstrosinhos de insubordinação, que serão, inexoravelmente criaturas falhadas, quando adultos, para não lhes chamar cancros da sociedade.
Este tipo de pais desconhece que quem não sabe obedecer, nunca aprenderá a mandar.
Não se trata de dizer que "no meu tempo é que era bom".
Nos meus tempos de pequeno, quando aparecia em casa alguma queixa vinda da escola, um dos meus pais deslocava-se para falar com o professor e, invariavelmente, eu confirmava que me tinha portado mal.
Hoje, quando existe qualquer problema na escola, os paizinhos, à partida, vão à escola, as mais das vezes, para agredir verbalmente o professor ou professora, quando não de outra maneira.
O menino tem sempre razão.
Não conseguem entender que incentivar o mal nos seus filhos é criar cidadãos aberrantes, cujo futuro será quase problemático para si próprios e para os que os rodeiam.
Serão filhos que, em adultos, nem os pais respeitarão !
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