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Miguel Relvas, ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, garante que o Governo quer proteger os desfavorecidos.
Comunidade
Para Miguel Relvas, no Orçamento, o Governo revelou vontade de proteger os desfavorecidos.
O Orçamento do Estado para 2012 foi o primeiro teste à capacidade de diálogo entre o Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, e o Partido Socialista, liderado por António José Seguro. O PS acusa o Governo de não ter ido tão longe quanto possível e, portanto, são os portugueses que perdem com isso. Mas Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares afirma ao Diário Económico que o Governo se esforçou para "aprofundar o entendimento" com o PS e que haverá sempre do lado do Executivo "empenho em dialogar e estabelecer consensos com o maior partido da oposição". Quanto ao resto da legislatura fica a promessa de Miguel Relvas: "Tão importante como decidir é saber ouvir". Principalmente, o maior partido da oposição que, tal como o PSD e o CDS, é subscritor do memorando da ‘troika'.
PSD e CDS apresentaram propostas de alteração ao OE que, dizem, dão mais "equidade". O Governo apoia-as, o PS não. Valeu a pena as conversas que mantiveram com o PS?
Vale sempre a pena manter a linha de rumo que o Governo adoptou para o debate orçamental. Uma linha de rumo que faz do diálogo com as restantes forças políticas um requisito fundamental da sua acção. Tão importante como decidir é saber ouvir.
O PS garantiu que aprovaria todas as medidas que aliviassem os portugueses da austeridade mas acabou por abster-se. Ficou surpreendido?
O Governo e a maioria fizeram um esforço para que fosse possível aprofundar o entendimento com o maior partido da oposição. Caminho esse que seguimos no Orçamento e que continuaremos a seguir ao longo da legislatura.
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