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O novo ministro das Obras Públicas participou num almoço da Ordem dos Economistas.
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O Governo vai suspender por tempo indeterminado o lançamento dos concursos para a construção e exploração de cinco novas concessões rodoviárias, anunciadas pelo ministério de Mário Lino em Agosto passado.
A decisão foi hoje anunciada pelo ministro das Obras Públicas, António Mendonça. "É óbvio que há restrições financeiras, mas não só. É necessário introduzir racionalidade e efectuar um esforço de integração entre as concessões rodoviária e os investimentos previsto em outros modos de transportes", sublinhou hoje António Mendonça, no final de um almoço organizado ela Ordem dos Economistas, em Lisboa.
Em causa estão as novas concessões da Serra da Estrela, Vouga, Tejo Internacional e Ribatejo, assim como a do Alta Alentejo, que já vem do anterior programa de concessões rodoviárias e que não chegou a ser lançada na anterior legislatura por dificuldades na selecção do respectivo traçado.
As quatro novas concessões compreendiam um total de 831 quilómetros, dos quais 361 seriam para construir de raiz e deveria ser lançadas em concurso público internacional até ao final do primeiro semestre deste ano. O Ministério das Obras Públicas nunca revelou o valor de investimento previsto em construção e manutenção para estes projectos rodoviários.
A concessão do Alto Alentejo tinha um investimento previsto de cerca de 220 milhões para uma extensão de 110 quilómetros. A extensão total da concessão seria de 140 quilómetros.
Quanto à concessão da Auto-estradas do Centro, cujo concurso já foi suspenso e já foi entretanto relançada, mas tem sido alvo de sucessivos adiamentos, António Mendonça foi peremptório: "a Auto-estradas do Centro está em fase final do concurso" e, como tal, "vai ser feita".
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Comentários (2)
Como sempre paga o pobre e quem não tem poder!
O TGV e o NAL têm: rentabilidade duvidosa; são os projectos que implicam o maior endividamento; são os projectos com maior incorporação estrangeira; menos contribuem para a coesão económico-social do país;...no entanto avançam.
As concessões entretanto suspensas, por exemplo duas delas Tejo Internacional e Serra da Estrela, com um custo inferir ao de apenas a terceira travessia sobre o Tejo, permitiriam, no caso do Tejo Internacional, com apenas 58Km ligar a Região Centro Sul, Ribatejo e Estremadura à fronteira Espanhola, ligando à auto-estrada que os Espanhóis já estão a construir, já no caso da concessão da Serra da Estrela, ligar pela distância mais curta as cidades de Coimbra, Covilhã e Viseu, que são apenas os pólos de dinamismo que restam nesta zona do pais.
Não é com subsídios que se estimula o interior do país. Mas sim, proporcionando-lhe os mesmos meios que as regiões desenvolvidas e se possível com prioridade sobre estas.
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