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França aumentou o valor das previsões para a dívida pública em 2012 e 2013, ao incluir 6,6 mil milhões de euros para financiar o MEEF.
As previsões que o conselho de ministros francês hoje apresentou apontam agora para uma dívida pública de 89,1% do produto interno bruto (PIB) em 2012, contra estimativas anteriores de 88,3%.
De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, que citou fontes oficiais, o conselho de ministros francês aprovou a criação do MEE, tornando-se a França no primeiro país da zona euro a colocar em marcha o processo de ratificação do instrumento permanente de resgate.
O mecanismo deverá entrar em funcionamento em Julho de 2012 e funcionará, durante o primeiro ano, em paralelo com o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o instrumento provisório de resgate da moeda única.
França terá ainda de levar ao parlamento a ratificação do MEE, que tem como objectivo aliviar as pressões do mercado sobre a dívida soberana dos 17 países da zona euro e evitar o contágio a toda a moeda única das crises em países como a Grécia.
A capacidade combinada dos dois fundos deverá ser de 500 mil milhões de euros, mas diversos países da zona euro, além do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, querem aumentar a capacidade dos mecanismos.
O governo francês, num esforço de controlar as finanças públicas, aprovou dois pacotes de austeridade para reduzir o défice, com o objectivo de poupar, desde Agosto passado, um total de 72 mil milhões de euros.
Paris disse que precisa de poupar 100 mil milhões de euros para equilibrar o orçamento até 2016, mas o presidente Nicolas Sarkozy já prometeu que não aprovará mais medidas de austeridade, até às eleições presidenciais de Abril.
Entretanto, o Tribunal de Contas francês questionou os objectivos de redução do défice que o governo anunciou para 2012 e alertou para a "componente estrutural" e para a "degradação do ambiente macroeconómico e financeiro" que pode pôr em causa as contas públicas do país.
O Tribunal de Contas referiu que as perspectivas de crescimento francesas "pioraram claramente" e considerou que as medidas governamentais de equilibro orçamental "estão pouco definidas", após 2012.
Para reduzir o défice para 5,7%, em 2012, Paris propôs uma subida do IVA, que passará de 19,6 para 20,2%, a partir de Outubro, para financiar uma redução da taxa social única de cerca de 5%.
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