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Secretário de Estado considera ser cedo para saber quantos postos de trabalho serão eliminados.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações admite a possibilidade de despedimentos em resultado da reestruturação do sector dos transportes públicos. Mesmo sem especular "sobre nenhum número de trabalhadores", Sérgio Silva Monteiro assume que o Estado vai acautelar uma verba para as possíveis rescisões de trabalhadores nas empresas públicas do sector. Estes tiveram o dia de ontem para demonstrar o descontentamento face às políticas do Governo, mas só quatro das seis empresas abrangidas pelo pré-aviso de greve tiveram "uma boa adesão".
"As empresas terão ocasião de tomar decisões relativamente a eventuais acordos amigáveis ou despedimentos que existam no momento certo", avançou ontem o secretário de Estado à saída de uma comissão parlamentar. O mesmo responsável remete para depois da fusão da Carris com o Metro de Lisboa e da STCP com o Metro do Porto qualquer posição sobre esta matéria.
O objectivo do Governo é nomear as novas administrações até final do trimestre. "O próximo passo é a nomeação de uma empresa comum para o Metro e para a Carris, STCP e Metropolitano do Porto e teremos ocasião de, depois dessas administrações fazerem o seu trabalho técnico, de discutir eventuais planos de redução de pessoal", explica Sérgio Monteiro, assegurando que, nessa altura, "o Estado acautelará as necessidades de tesouraria para que os compromissos assumidos com os trabalhadores sejam honrados".
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