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Alberto da Ponte, presidente-executivo da Central de Cervejas, defendeu hoje que o Governo precisa de uma visão que motive os portugueses.
No congresso da CIP, que decorre hoje em Lisboa, o gestor afirmou que"os portugueses terão de demonstrar solidariedade, vão ter de ter paciência e resiliência. Precisam de uma visão e esta visão tem de ser criada rapidamente e ainda não está lá". Questionado após a intervenção se essa necessidade de visão era para Pedro Passos Coelho ou Álvaro Santos Pereira, Alberto da Ponte assumiu apenas que se referia ao Governo.
O gestor referiu que existem já algumas medidas sólidas para trabalhar na rota do crescimento, como o aumento de meia hora de trabalho e a reformulação do que se chama de diplomacia económica.
Alberto da Ponte defendeu também que é preciso querer liderança fora de Portugal. "Para a empresa que represento não interessa ser vencedor em Portugal, é preciso definir quais os países que queremos atacar e dentro desses quais os segmentos em que queremos ser ganhadores. Não quero ser marca líder em Angola mas quero ser marca líder das cervejas importadas em Angola".
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