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O ministro das Finanças defendeu hoje que um governo demissionário não tem legitimidade para pedir ajuda externa.
"O Governo não tem condições nem poderes para solicitar qualquer tipo de ajuda externa. Teremos de manter aqui uma atitude de grande estoicismo para enfrentar estas dificuldades e encontrar meios para garantir condições de financiamento até que o novo Governo assuma funções. Até lá este Governo não tem condições para negociar seja o que for", declarou hoje Teixeira dos Santos.
O ministro reagia à divulgação do relatório do INE que mostrou que o défice português ficou em 8,6% no ano passado, bem acima do objectivo de 7,3%.
Esta posição de Teixeira dos Santos contraria a de Passos Coelho, que defende que o actual Governo tem legitimidade para pedir assistência financeira.
Ao falar em conferência de imprensa, o ministro das Finanças disse ainda que Portugal corre agora "grande risco", depois de chumbadas as medidas do PEC IV na semana passada.
"Estamos em condições bem piores do que há uma semana atrás", considerou, argumentando, contudo que o novo número do défice "não tem que afectar as condições que estamos a viver nos mercados".
"Nada disto é novo, estas situações do BPN e do BPP e das empresas de transportes. Nada estava escondido nem era segredo para ninguém", assegurou.
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