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Quem comprar um dos canais da RTP vai comprar a licença, por isso "a marca continuará pública", garantiu hoje Miguel Relvas.
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas reiterou que o processo de privatização da RTP estará concluído "até ao fim de 2012", mas escusou-se a indicar qual dos canais será privatizado.
"Cada coisa a seu tempo", afirmou. Os critérios de privatização serão definidos num caderno de encargos e o processo de privatização será conduzido pelo Ministério das Finanças, eu estarei fora", afirmou.
O ministro tentou dissipar dúvidas sobre a viabilidade ou a existência de interesse por parte de potenciais investidores, afirmando que as mesmas são até contraditórias com os receios levantados por aqueles que estão contra.
E entre estes - lembrou a entrevistadora da Antena 1 - encontra-se o número dois do CDS-PP, o segundo partido da coligação governamental, Nuno Melo, que afirmou que "a privatização da RTP terá que ser ponderada". "Estas matérias eu
trato com o Dr. Paulo Portas", afirmou o ministro.
Miguel Relvas escusou-se ainda a comentar o caso que envolve as acusações de censura na Antena 1, levantadas na semana passado pelo agora ex-colaborador da estação, Pedro Rosa Mendes.
Na semana passada o jornalista Pedro Rosa Mendes acusou a administração da RTP do exercício da "mais pura censura" por ter decidido acabar o programa na Antena 1, "Este Tempo", que estava no ar há dois anos, em reação a uma crónica em que Rosa Mendes lançou fortes críticas ao programa da RTP 1 'Reencontro', emitido no dia 16
de janeiro a partir de Luanda, e que contou com a presença, entre outros, do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e do chefe da Casa Civil da presidência angolana, Carlos Maria Feijó.
O ministro escusou-se hoje reagir às críticas levantadas por Pedro Rosa Mendes naquela edição da rubrica "Este Tempo", do passado dia 23. "Não sei porque não as ouvi. Não tenho opinião sobre isso, como não tenho opinião sobre o programa 'Reencontro'", afirmou. Em defesa do programa conduzido por Fátima Campos Ferreira em Luanda, nos moldes do "Prós e Contras", Miguel Relvas sublinhou, no entanto, que
o "Prós e Contras" "tem em média 300 mil espectadores e o 'Reencontro' teve mais de 600 mil".
Quanto à decisão da Antena 1 acabar com a rubrica "Este Tempo", que esteve na origem da decisão do diretor-adjunto de Informação da estação, Ricardo Alexandre, abandonar a apresentação do programa da manhã e que Pedro Rosa Mendes e outros cronistas do programa garantem que havia a expetativa de que iria prosseguir para além da data de 31 de Janeiro, fixada nos contratos da estação com cada um
dos cronistas - Pedro Rosa Mendes, António Granado, Gonçalo Cadilhe, Rita Matos e Raquel Freire - Miguel Relvas aconselhou a entrevistadora a "perguntar ao seu diretor de Informação". "Enganou-se a quem perguntar isso", afirmou.
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares reiterou finalmente que o processo de transição para a Televisão Digital Terrestre (TDT) "está a correr bem, tirando casos muito pontuais". Quanto à crítica generalizada de a TDT em Portugal ser o veículo de serviço público em toda a Europa que menos canais abertos disponibiliza, Miguel Relvas remeteu esse protesto ao anterior governo do PS. "Foi a visão
mais redutora para a TDT em toda a Europa", sublinhou.
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