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Ministério da Economia espanhol desmente o adiamento dos resultados da avaliação aos bancos do país para Setembro.
O Ministério da Economia, liderado por Luis de Guindos, nega que as auditorias aos bancos espanhóis sejam adiadas até Setembro e garantiu que a análise exaustiva aos balanços das instituições estará concluída em Julho, tal como previsto.
A garantia de que se mantém o calendário inicial foi dada esta tarde por um porta-voz do ministério espanhol à agência Efe, depois de ter sido noticiado esta manhã que a auditoria aos bancos espanhóis não estaria terminada antes de Setembro.
Na base do adiamento estaria o pedido do comité de acompanhamento dos exames aos bancos espanhóis, constituído por representantes do Banco de Espanha, do Ministério da Economia, do FMI, do BCE e dos bancos centrais de França e Holanda, de que seria necessário mais tempo para recolher informação mais completa.
PwC, Deloitte, Ernst & Young e KPMG são as auditoras responsáveis pela segunda fase da análise aos bancos espanhóis, desenhada pelo governo de Mariano Rajoy para acabar com as dúvidas sobre a banca espanhola.
Os resultados da primeira fase da avaliação aos bancos espanhóis foi levada a cabo pelas auditoras Oliver Wyman e Roland Berger e os resultados serão divulgados esta quinta-feira. Contudo, já se especula que estas análises vão mostrar que os bancos espanhóis precisam de entre 60 e 70 mil milhões de euros.
Há um mês, o governo espanhol anunciou que os bancos do país seriam submetidos a uma avaliação aos seus balanços, que seriam alvo de testes de stress para detectar as necessidades de capital. Trata-se da primeira fase da avaliação.
Num segundo momento, as instituições seriam alvo de uma análise mais aprofundada por parte de quatro auditoras e os resultados seriam divulgados em Julho.
Os especialistas alertam que este exame poderá obrigar uma boa parte dos bancos espanhóis a aumentar as suas provisões de forma significativa, o que, em conjunto com as necessidades de capital apuradas na primeira fase da avaliação, poderá fazer com os bancos espanhóis precisem, no total, de 150 mil milhões de euros.
Para ajudar na recapitalização dos bancos espanhóis, o Governo de Mariano Rajoy já acordou com os parceiros europeus um empréstimo de 100 mil milhões de euros.
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