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Se o Estado não injectar cerca de 1,6 mil milhões nos hospitais-empresa até ao final de Janeiro, o sistema entrará em ruptura.
O colapso está eminente. Se o Estado não injectar cerca de 1,6 mil milhões de euros nos hospitais-empresa (EPE) até ao final do mês de Janeiro o sistema entrará em ruptura, confirmou ao Diário Económico fonte governamental.
A pressão está do lado dos fornecedores, principalmente das empresas farmacêuticas, que ameaçam só fornecer medicamentos a pronto pagamento a partir do próximo ano. Em Outubro, a dívida dos hospitais só à indústria ultrapassava os 1,2 mil milhões com uma demora média de pagamento de 450 dias.
Uma ameaça que o Governo está a levar muito a sério. Nas últimas semanas, a preocupação foi discutida com a ‘troika' - durante a visita a Portugal dos chefes da missão internacional para a segunda avaliação do programa de ajuda externa - e a solução para salvar os hospitais já está a ser desenhada.
O Diário Económico sabe que os ministérios das Finanças e da Saúde estão a trabalhar com a ‘troika' numa solução financeira que permitirá injectar 1,6 mil milhões de euros no sistema e que permitirá aos hospitais ganhar nova margem junto dos fornecedores.
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