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Aguiar-Branco acusa associações militares de “instrumentalização”, ao referirem BPN e 5 de Outubro em carta aberta.
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Ministro da Defesa, Aguiar-Branco, acusa associações de “instrumentalização política”.
O Governo e as associações militares estão a radicalizar o discurso na sequência dos cortes e da redução de quatro mil efectivos nas Forças Armadas prevista no Orçamento do Estado para 2012 e no memorando da ‘troika'. O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, catalogou como "instrumentalização política" a carta aberta enviada pela Associação dos Oficiais das Forças Armadas e divulgada ontem pelo "Diário de Notícias". As associações de oficiais, sargentos e praças repudiam a posição do ministro e respondem contribuindo para o extremar de posições.
"O senhor ministro não tem razão quando fala em instrumentalização, estamos apenas a defender os direitos dos militares", disse Manuel Cracel, presidente da AOFA. Enquanto o líder da Associação Nacional de Sargentos, António Lima Coelho, salientou que Aguiar-Branco "deve ouvir os parceiros, como está na lei, e não se julgar acima de ninguém". E o responsável pela Associação de Praças, Luís Reis, disse que a "orientação do Governo em matéria de defesa não serve as Forças Armadas, nem o país".
Ontem na comemoração dos 50 anos do navio escola Sagres com a bandeira portuguesa, Aguiar-Branco defendeu que não se devem confundir os militares com as associações que os representam. Segundo divulgou o "Diário de Notícias", a AOFA escreveu uma carta aberta ao titular da pasta da Defesa considerando que "nada obriga" os oficiais das Forças Armadas a "serem submissos, acomodados (...) ignorantes e apolíticos". O ministro da Defesa acusara na semana anterior "alguns movimentos associativos" de militares de fazerem política onde esta "não devia ter lugar" e de "banalizarem" protestos, exortando todos os que não sentem "vocação" a abandonarem as Forças Armadas.
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