Mais Lidas
"É muito provável que exista convulsão social".
Comunidade
- CGTP diz que 'troika' não está em Portugal para ajudar o país 20:42
- Regulador dos EUA aprova compra da EDP pelos chineses 20:39
- Governo vai criar 1.150 gestores de carreira para acompanhar desempregados 20:36
- Portugal acima da média da OCDE no acesso ao Superior 19:40
- Seguro acusa Passos de ser seguidista face ao Governo alemão 19:24
O cabeça de lista do PS por Leiria, Basílio Horta, diz ser "muito provável" a existência de convulsões sociais.
O responsável afirmou hoje em entrevista à Lusa que "é bom que o PS não vá para o Governo", pois só assim poderá reorganizar-se e provar que um Governo de direita não é opção para o país.
Numa entrevista à Lusa enquanto presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta abordou também a sua condição de candidato independente nas listas do PS para o distrito de Leiria. Neste âmbito, argumentou que "em termos do interesse puramente específico do PS, é bom que não vá para o Governo".
Segundo advogou, ter o PS na oposição é dar tempo ao partido "para se reformular, para se reorganizar, depois de seis anos de Governo, [um Governo] minoritário nos últimos dois anos e cujo líder foi o mais atacado em Portugal desde a democracia".
No entender do presidente da AICEP, que suspendeu funções em Maio e que promete ocupar o cargo de deputado independentemente do resultado eleitoral, o facto de estar na oposição "implica uma grande responsabilidade" para os socialistas, numa altura em que o país precisa de recuperar a confiança no Executivo.
Governo a prazo
Basílio Horta fundamentou a sua opinião "como candidato independente" pelo facto de estar "muito pessimista" quanto ao novo Governo que não durará "mais de seis meses a um ano".
"Se o novo Governo aplica o programa do PSD, eu considero que pode ser suicida para Portugal. Neste momento, um programa 100% liberal num país como Portugal e com a crise que temos, vamos ver o efeito que terá", disse.
Como tal, o PS terá um papel fulcral: "o facto de estar na oposição não o deve inibir de cumprir escrupulosamente aquilo a que se obrigou o país e a votar as medidas que resultam da 'troika', isso é uma questão de dignidade".
Em segundo lugar, o PS "deve ter uma posição construtiva, algo que não tiveram em relação a ele [a José Sócrates] e mais nada".
"A partir daqui, e na oposição, deve fazer as propostas que entende para uma gestão com os olhos postos no futuro e, ao mesmo tempo, deve enquadrar a convulsão social, que é muito provável que exista", considerou Basílio Horta.
O presidente da AICEP lamentou que estas eleições não passem de "um plebiscito à figura do engenheiro Sócrates" e destacou que se "o PS ficar acima dos 30% no próximo domingo, isso é um resultado excepcional".
Basílio Horta destacou ainda que "há muita gente que, querendo correr com o PS [do Governo], considera-o imprescindível para amenizar as políticas suicidas do novo Governo".
Notícias da mesma categoria
Comentários (662)
Publicidade
Acções do PSI 20






