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O ministro, Teixeira dos Santos, defendeu ontem que só o Presidente da República reúne as condições para poder pedir ajuda externa para o país.
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O ministro das Finanças já não tem tanta certeza que não seja preciso pedir ajuda externa.
O Governo passou a bola para o lado de Cavaco Silva. O ministro das Finanças admitiu ontem que há um risco de Portugal ter que pedir ajuda externa, mas rejeita qualquer hipótese de ser o Executivo a pedi-la. Para Teixeira dos Santos, neste momento, só quem tem autoridade para pedir a intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) "é o senhor Presidente da República".
Em entrevista à TVI, o ministro das Finanças reforçou a ideia que já tinha avançado de manhã - e que entretanto foi contrariada por Cavaco Silva e Bruxelas, de que o Governo não pode solicitar a ajuda externa, por ser demissionário. "O Governo não tem legitimidade, nem condições, nem poder, nem a credibilidade necessária para poder merecer a confiança das instituições internacionais que nos podem ajudar", adiantou, frisando que por isso mesmo não tem condições "para assumir compromissos em nome do país".
E foi mais longe. "A única entidade que neste momento pode assumir compromissos em nome do país é o senhor Presidente da República", disse, passando para Belém o ónus de solicitar um eventual resgate europeu.
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