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O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco van Zeller, estava contra o aumento do salário mínimo em 25 euros.
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Foi hoje aprovado em Conselho de Ministros o aumento do salário mínimo para o próximo ano, que será fixado em 475 euros.
Esta subida em 25 euros vai contra as pretensões das centrais patronais, que propuseram um aumento de apenas 10 euros, salientando que o novo valor agravaria a dificuldade das empresas em tempo de crise.
O Governo não aceitou esta proposta, e preferiu fixar o salário mínimo a meio caminho entre o valor actual (450 euros) e a meta acordada entre os parceiros sociais para 2011 (500 euros), acolhendo o apoio dos sindicatos.
"Nos últimos 5 anos, a retribuição mínima mensal garantida aumentou 100 euros, o que significa um acréscimo de 26,8%, em termos nominais" face ao fixado para o ano de 2005, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
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Comentários (9)
O argumento da CIP é extraordinário. Por duas grandes razões:
1) Pressupõe que grande parte das empresas industriais pagam salários mínimos, o que, apesar de tudo, felizmente, (ainda) nao corresponde à verdade
2) Pressupõe que as empresas industriais não aguentam um acréscimo na massa salarial anual de 350€ por colaborador em situação de ordenado mínimo
Caro Francisco Van Zeller, se há empresas industriais que não aguentam aumentar os encargos em +350€/ano/colaborador, o que é que elas fazem abertas? Qual o futuro que lhes augura? É assim tão fraquinho o tecido empresarial que o Sr. representa?
Em 1974 o salário mínimo tinha um valor a custos de hoje de cerca 600 € o resto é balela e , o povo gosta .
Sr. Francisco Van Zeller: Se uma empresa que esteja de portas abertas não puder pagar aos funcionários que ganham o salário mínimo, mais 25 euros, ou está para fechar em breve ou é gerida com critérios de ganância capitalista preocupantes impróprias de Empresas modernas.
Se o Sr. está com medo que este valor sirva de bitola aos restantes funcionários que ganham mais que o mínimo, fique sabendo que pelo menos nas empresas privadas há já a consciência por parte de todos, que os aumentos são os possiveis e não o que o Estado decreta.
Elogio muito a manutenção desta progressão!! Que não sejam sempre os que menos têm, a ser prejudicados pela crise. Às entidades patronais digo o seguinte: não venham com falsos argumentos... se tiverem que reduzir o salário dos quadros de topo ou diminuirem muitas das suas regalias, para fazer face ao aumento do salário mínimo, não vão torná-los pobres, mas talvez para quem ganha o salário mínimo este aumento signifique mais umas refeições na mesa. É lamentável que exista alguém não veja as coisas desta forma!!!! Trata-se de uma distribuição do mesmo dinheiro, de forma mais justa.
COMO NAO TENHO AUMENTO DESDE 1999 DENTRO DE POUCOS ANOS ESTOU A GANHAR O SALARIO MINIMO
Acho muito bem que o salário mínimo, tivesse passado para 475.00 euros (já que não pode ser mais).
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