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Silva Pereira confirmou que o Governo está a rever o calendário da medida.
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Os "cheques bebé" não serão uma realidade este ano por causa da crise, disse hoje o ministro Pedro Silva Pereira.
Na Assembleia da República, deputados da oposição classificaram hoje como "vergonhosa" e "publicidade enganosa" a ausência de concretização do "cheque-bebé", lamentando que as mães que têm procurado receber este apoio ainda não o tenham conseguido.
"Acho vergonhoso", disse a deputada do PSD Clara Carneiro, que desconhecia que tal medida ainda não estava em vigor. Confrontando com estas críticas da oposição sobre a concretização dos chamados "cheques-bebé" - medida que consta do programa do Governo - , Pedro Silva Pereira referiu no final do Conselho de Ministros que as contas poupanças futuro tiveram desde sempre uma previsão de aplicação no final deste ano, não havendo como tal qualquer atraso na sua execução.
"Mas é verdade que o Governo está a reavaliar o calendário da implementação dessa medida, que já não será introduzida este ano. O Governo oportunamente anunciará o calendário para a aplicação da medida 'conta poupança futuro'", declarou Pedro Silva Pereira.
A re-calendarização desta medida, segundo o membro do Governo, deve-se "às circunstâncias financeiras do país". "Mas mantém-se a política social do Governo de apoio à maternidade, em particular expressa através do abono pré-natal.
Desde que a medida do abono pré-natal foi implementada, já 270 mil mulheres grávidas receberam o apoio, que em média é de 112 euros por mês", salientou o ministro da Presidência.
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