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O ex-ministro que assinou o Acordo Ortográfico já o usa no dia a dia. Mas ainda estranha.
O sistema de júri está para a Justiça como o voto para a Democracia. Palavras de José António Pinto Ribeiro, advogado, na primeira entrevista depois de ter deixado o Ministério da Cultura.
Enquanto ministro da Cultura elegeu o Acordo Ortográfico como um das suas causas. Está de acordo com o Acordo que já entrou em vigor?
Tenho muitas dúvidas, enquanto cidadão, de que as escolhas linguísticas e filológicas tenham sido as mais adequadas.
Quais são as que lhe causam maiores incómodos?
Neste momento a que mais me incomoda escrever é a que mais escrevo: ‘ato'
Mas já consegue escrever ‘ato' sem ‘c'?
Já.
É um ato difícil?
‘Ato jurídico' é fácil, agora ‘fato' em vez de ‘facto'...
Não patina aí?
Não, não. Já escrevo. E como cada vez escrevo mais ao computador, tenho um conversor automático, de maneira que não custa nada.
Já está a escrever segundo as novas regras?
Já. Não custa nada. Mas compreendo que algumas pessoas tenham maior dificuldade. Agora, não sou filólogo, não sou linguista, não sou especialista nesta matéria.
Disse que enquanto cidadão há coisas que o incomodam. Isso não o impediu de lutar pela ratificação e entrada em vigor de um Acordo que estava parado há anos. Porquê?
Porque é preciso que se crie um instrumento de unidade da língua. Só estamos a falar de unidade da escrita, porque o resto vai ser divergente, mas não quero que se escreva de maneira tão diferente que nem se perceba o que ali está. Isso dificulta a comunicação e a universalização da língua. Não há uma definição política da língua enquanto instrumento económico, cultural, identitário, político de universalização efectiva daquilo que somos. A língua e nomeadamente a língua escrita e a capacidade para ler coisas que outros escreveram são o elemento essencial para fazermos uma narrativa sobre nós mesmos, para termos uma identidade. O António Damásio diz isto nos seus trabalhos sobre neurologia: um cérebro inteligente é um cérebro obsessivamente narrativo.
Falta uma Academia de Língua Portuguesa?
Absolutamente. É indispensável criar uma Academia de Língua Portuguesa. A Academia das Ciências trata de todas as ciências exactas e humanas e tem, salvo erro, 14 secções, uma delas dedicada à Filologia e à Linguística. É uma secção recente. Até há poucos anos essa secção era de Literatura e Linguística. Se dividir os 60 académicos de linha por 14 secções, tem quatro académicos por secção. Não são precisos quatro. São precisos 60 para tratar da língua. A língua é essencial. Mas também do ponto de vista económico. O que é que tornou a economia espanhola poderosíssima? Eles são quatro vezes mais do que nós, quase cinco. São quarenta e tal milhões, nós somos dez milhões. A Real Academia Espanhola, tal como a Academia Francesa, percebeu que era essencial dar unidade à língua, impedir a fragmentação. Trabalhá-la unitariamente e promoveu a criação de academias de língua espanhola em cada um dos países da América do Sul, América Central e na América do Norte que se tornaram independentes.
É obcecado pela narrativa segundo a classificação de António Damásio?
Não é uma questão de me achar obcecado. Todos somos as narrativas que construímos de nós mesmos e a língua é o que nos dá uma identidade específica e uma unidade enquanto povo. A língua portuguesa é uma forma de ser e as regras e os usos são ditados por quem a usa. É instrumento essencial de instrução e de memória e ler é o que nos permite andar no tempo e no espaço. Namorar em inglês é muito diferente de namorar em português. Fazer negócio em alemão é muito diferente de fazer negócios em português.
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TODOS NÒS JÀ TIVEMOS VARIAS VIDAS E VAMOS CONTINUAR A TER MAIS ; PRIMEIRO ERAMOS INTELIGENCIAS (1) DEUS DEU-NOS UM ESPIRITO (2) VIEMOS A ESTA TERRA E RECEBEMOS UM CORPO (3) QUANDO MORRER-MOS VAMOS RESSUSCITAR (4); A PROPÒSITO LUCIFER E SEUS SEGUIDORES FICARAM-SE PELO SEGUNDO ESTÀDIO ;MUNDO ESPIRITUAL NAO VAO PROGREDIR ;COMO ESTÀ A VER JÀ TEVE VÀRIAS VIDAS ;È COMO FAZER DOWN LOAD ;CUMPRIMENTOS
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