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Atrasos sucessivos preocupam o sector. Empresa diz que está operacional. CAEM fez um ultimato para pressionar.
A implementação do novo serviço de medição de audiências, desenvolvido pela GFK e que irá substituir o contrato com a Marktest, tem uma nova data para entrar em vigor. O próximo dia 1 de Março foi a data limite imposta pela Comissão de Análise de Estudo de Meios (CAEM), e que servirá, ao que apurou o Diário Económico, como um ultimato, depois de a empresa falhar a medição das audiências de televisão nos meses de Janeiro e Fevereiro. Apesar de um mês ser o prazo limite, a GFK tem de conseguir medir audiências durante, pelo menos, 15 dias consecutivos.
Foi José Fragoso, director-geral de conteúdos da TVI, que apresentou a proposta de um novo adiamento, em nome dos meios. Os anunciantes, apesar de terem apoiado sempre a contratualização do serviço com uma alternativa à Marktest - responsável pela audiências desde 1990 -, também votaram a favor dessa proposta.
Em causa estão alguns problemas identificados pela comissão técnico-consultiva da CAEM, nomeadamente no que diz respeito ao sistema de ‘audio-matching' - que permite, além de outras potencialidades, medir em tempo real tanto o sistema analógico como o digital -. Estes problemas têm-se intensificado uma vez que decorre, em simultâneo, o ‘switch-off' para a Televisão Digital Terrestre (TDT).
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