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O caso BPN promete marcar a corrida a Belém.
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O Presidente da República voltou a falar do caso BPN, tema que marcou o debate frente a Manuel Alegre.
"Muitos não leram adequadamente aquilo que eu afirmei. Eu fiz uma comparação entre aquilo que aconteceu com bancos ingleses, e até podia mencionar os bancos irlandeses, que sofreram prejuízos gigantescos e depois foram nomeadas administrações altamente profissionais e independentes", disse Cavaco Silva, que hoje iniciou uma visita de dois dias à Madeira, no âmbito da corrida às presidenciais de 23 de Janeiro.
"O modelo em Portugal foi diferente porque são gestores em part-time. Não há aqui nada de pessoal", acrescentou, reiterando o conselho deixado no debate frente a Manuel Alegre, de que se consulte Horta Osório, o português CEO indigitado do Lloyds, sobre como recuperar o BPN.
"Há aqui duas coisas que se quer fazer confundir. Uma coisa é um processo que decorre em Tribunal, outra coisa totalmente diferente é a gestão de um banco que neste momento é público. E se é público, o Estado tem de tomar todas as medidas que sejam necessárias para que a sua recuperação tenha lugar", afirmou ainda Cavaco Silva, depois de o Governo ter sublinhado que não iria permitir que se "branqueasse" os actos de gestão levados a cabo por Oliveira Costa.
"O que nós temos de nos interrogar é porque é que em Inglaterra ocorreram recuperações rápidas de grandes prejuízos e porque é que não ocorreram em Portugal. Faço a comparação entre dois factos muito claros, gostaria que o BPN seja recuperado rapidamente", concluiu Cavaco Silva.
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