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O preço dos medicamentos genéricos baixa domingo, com alguns "campeões de venda" a registarem diminuições de 50%.
Esta nova baixa do preço dos genéricos resulta da aplicação do decreto-lei n. 48-A/2010 de 13 de maio e da portaria n. 312-A/2010 de 11 de junho.
Em resultado desta legislação, o Preço de Venda ao Público (PVP) dos medicamentos genéricos, em 2010, será 65% do preço máximo administrativamente fixado ao medicamento de referência com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica, no caso das substâncias ativas Simvastativa (redução do colesterol) e Omeprazol (para o aparelho digestivo).
Nos restantes casos, o PVP será 85% do preço máximo administrativamente fixado, do medicamento de referência com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica.
As reduções são mais significativas em alguns genéricos, como o da Sinvastativa 20 mg que desce cerca de 50% face ao preço anterior.
Também o Omeprazol 20 mg e Amlodipina 10 mg (hipertensão) descem cerca de 20%.
Sobre esta nova baixa, a Associação Portuguesa de Genéricos (Apogen) refere que "estas descidas brutais do preço dos medicamentos genéricos não fazem diminuir a despesa".
"Da fatura total da Saúde (cerca de 9,5 mil milhões de euros) a fatura com o medicamento em ambulatório é de cerca de 1,5 mil milhões", sublinha a associação.
Segundo a Apogen, a quota de mercado dos medicamentos genéricos é cerca de 20% e estes representam apenas 3% da despesa total em saúde.
"O que não é aceitável é que cerca de 3% da fatura seja o alvo sistemático das descidas de preço", afirmou a associação.
Estas descidas, prossegue, "limitam o crescimento dos genéricos e é preciso ter em conta que os crescimentos do mercado de genéricos são crescimentos saudáveis, uma vez que por cada euro que este mercado cresce, são poupados vários euros no mercado global".
"Preços baixos levam à perda de competitividade dos medicamentos genéricos e à transferência para produtos protegidos por patente, semelhantes do ponto de vista terapêutico, mas de preços muito mais elevados, sem que se verifiquem benefícios terapêuticos adicionais", adiantou.
A Apogen concorda que o preço a atribuir de início ao medicamento genérico seja inferior em 35% ao produto de referência e que, em seguida, se ajuste de acordo com os níveis crescentes de consumo (quota de mercado).
Entre janeiro e maio deste ano foram vendidas em Portugal 101.556.928 embalagens de medicamentos genéricos, representando 1.365.688.235 euros.
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Comentários (6)
Aos médicos não interessa prescrever genéricos, por isso é que a quota não ultrapassa os 20%...
mvelhorabujento2@gmail.com
Faça queixa ao SNS, e explique o seu caso.
Se ele recusa passar-lhe a versão genérica, tem de dar uma explicação lógica, a qualidade dos mesmos não é razão, já que são sujeitos aos mesmos testes e até porque a sua composição química é a mesma.
o meu medico de familia recusa a passar genericos para mim e gasto cerca de 60€por mes
Não tomo genéricos; uma vez tomei um anti hipertensor genérico, e a tensão descontrolou ! voltei logo à marca habitual ! de facto não é a mesma coisa !
De facto a descida de preço não deveria aplicar-se apenas aos medicamentos genéricos considerando que 70% do custo calculado de um medicamento original previsto no preço não está directamente relacionado com a investigação em si mas com despesas de marketing e promoção.
Não deixa no entanto de ser hipócrita argumentar contra a descida de preço porque as bonificações feitas a farmácias por parte de laboratórios de genéricos na ordem dos 300% e 400%, o investimento contínuo em apoios a médicos e farmácias, e outros custos relacionados que estas empresas têm, demonstra claramente o custo ínfimo de produção e a grande margem de lucro dos laboratórios genéricos ainda assim.
Impressionante com desde há anos isto passa impune e todos os intervenientes no circuito sabem.
Só os reguladores desconhecem...
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