Mais Lidas
Ferreira de Oliveira garantiu ontem que a Galp tem garantidas todas as necessidades de financiamento até ao final de 2011.
Comunidade
Os lucros da petrolífera chegaram aos 174 milhões, com recuperação das margens de refinação.
A licença está atribuída desde 2006 e o projecto, orçado em mais de 450 milhões de euros, chegou a estar em causa devido aos atrasos na elaboração do Estudo de Impacto Ambiental. No entanto, depois da prorrogação do prazo da licença, a Galp volta agora a questionar o futuro da central de ciclo combinado que deveria construir em Sines e que estava prevista ter começado a funcionar no final de 2009. Em causa está a falta de legislação que estabeleça, para as novas centrais, uma remuneração de potência semelhante à existente em Espanha.
"Esperamos que saia legislação nesse sentido porque, se não existir remuneração de potência como existe nas centrais em Espanha, estas estruturas não são rentáveis", disse ontem o presidente da Galp, na conferência de apresentação de resultados da empresa. Ferreira de Oliveira explicou que a remuneração de potência - valor pago para que a central esteja disponível para injectar electricidade no sistema sempre que necessário -, está garantida para as centrais mais antigas em Portugal, assim como para todas as centrais espanholas. De fora desta regra ficam, no entanto, as centrais que venham a ser lançadas em Portugal.
Se avançar, a central de ciclo combinado de Sines será concretizada em parceria com a International Power, que controla já a central a gás natural da Tapada do Outeiro e cerca de 50% da central termoeléctrica a carvão do Pego.
"Não podemos competir com as centrais do outro lado da fronteira, que, mesmo quando estão paradas, estão a recuperar capital investido. E as nossas não", reclama Ferreira de Oliveira.
Notícias da mesma categoria
Publicidade
Acções do PSI 20





