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Acções (act.)

Galp e banca ditam fecho negativo em Lisboa

Eudora Ribeiro  
09/03/11 16:42

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As perdas da Galp e dos títulos do BES e do BCP pesaram mais do que os ganhos da Portugal Telecom.

E, no final, o principal índice português, o PSI 20, encerrou a recuar 0,08% para 7.943,92 pontos, com 11 cotadas em queda.

Lá fora, os principais índices europeus também encerraram maioritariamente negativos, pressionados pelos receios de que os conflitos no Médio Oriente e no Norte de África vão penalizar a recuperação da economia global. Também os índices norte-americanos provavam perdas em Wall Street pelos mesmos motivos.

"O ritmo subjacente do crescimento ainda é forte, mas se os preços do petróleo continuarem a subir, obviamente que isso vai afectar o crescimento económico", comentou Luc Van Hecka, economista-chefe da KBC Securities, à Reuters.

Por Lisboa, as acções da Galp foram as que mais pesaram na evolução do PSI 20, com um recuo de 1,32% para 15 euros. Mas também as acções da banca contribuíram para as quedas, num dia em que Portugal voltou a testar os mercados de dívida. O BES cedeu 1,4% até aos 3,17 euros, o BPI também perdeu mais de 1%, enquanto o BCP cedeu 0,32%, no final de uma sessão em que o juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 e a 5 anos atingiram novos máximos históricos.

Contudo, depois de Portugal ter colocado no mercado 1.000 milhões em Obrigações do Tesouro a dois anos, os indicadores de risco da dívida de Portugal aliviaram dos máximos. Neste leilão, Portugal pagou uma taxa média ponderada de 5,993%,  acima dos 4,086% registados na operação anterior comparável, realizada a 8 de Setembro, mas abaixo da taxa negociada no mercado secundário, que é superior a 6%.

Nota ainda para o recuo em perto de 2% dos papéis da Zon, que fecharam a valer 3,70 euros.

A impedir maiores perdas em Lisboa estiveram os títulos da Portugal Telecom, que avançaram 1,65% até aos 8,43 euros, perto de máximos de um mês, no dia em que o Diário Económico revela que a operadora garantiu um crédito fiscal de 250 milhões com a entrega dos seus fundos de pensões ao Estado, uma operação que ajudou a baixar o défice.

Também as acções da EDP Renováveis subiram 1% até aos 4,64 euros, depois de terem estado a disparar perto de 6% durante a sessão, na sequência da Iberdrola ter anunciado ontem que vai propor a fusão com a sua subsidiária - a Iberdrola Renovables, o que levou os investidores a especular sobre a possibilidade da EDP poder vir a seguir a estratégia da congénere espanhola.





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