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Energia

Galp corta prémios à administração e quadros superiores

Cátia Simões  
03/05/10 00:08

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A equipa liderada por Ferreira de Oliveira não vai ter direito à remuneração variável de 2009.

A equipa de gestão da Galp, liderada por Manuel Ferreira de Oliveira, não vai receber prémios referentes ao exercício de 2009, que seriam pagos no próximo ano, apurou o Diário Económico junto de fonte da empresa. Além de afectar a administração, o corte nas remunerações variáveis é extensível aos quadros superiores da empresa. A informação foi comunicada às partes interessadas na passada semana, após decisão dos accionistas e através da comissão de remunerações da Galp.

Em assembleia geral da Galp, que decorreu no passado dia 26, os accionistas já tinham aceite a proposta de limitar os prémios dos gestores até 60% do valor do salário fixo. Uma decisão que substitui a política remuneratória sobre salários variáveis, que limitava os prémios a 0,5% do resultado líquido.

Este ponto fazia parte de uma proposta da Parpública e da Caixa Geral de Depósitos (que detêm, respectivamente, 7% e 1% do capita). A proposta, entregue às comissões de vencimentos das empresas privadas onde o Estado tem participações - como é o caso da Galp, EDP, PT e Zon - visava ainda cortar em 5% a remuneração fixa da equipa de gestão, mas este ponto não foi aceite. Nas restantes empresas, manteve-se a política remuneratória definida pela comissão de vencimentos e, no caso da EDP e PT, a proposta nem foi levada a discussão.

Em 2008, a remuneração variável do conselho de administração da Galp ultrapassou os 870 mil euros, segundo a informação no relatório de governo da sociedade de 2009. Incluindo o salário fixo, o vencimento da equipa de gestão da Galp atingiu os 4,14 milhões de euros, com o salário de Ferreira de Oliveira a atingir os 1,5 milhões de euros. Os valores referentes a 2009, que só seriam pagos no próximo ano, não foram divulgados.

Ao que o Diário Económico apurou, este corte nos prémios da administração está relacionado com a quebra nos resultados da Galp em 2009, devido à crise económica e, no que toca ao sector petrolífero especificamente, à quebra acentuada das margens de refinação. No último ano, recorde-se, os lucros da Galp caíram para mais de metade, fixando-se nos 213 milhões de euros.

 





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