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A oferta pública de venda (OPV) que marcou a entrada da Galp Energia em bolsa é a mais rentável, pelo menos desde 1993, quando medida em temos de retorno médio anual.
Há três anos, as acções da petrolífera estrearam-se no mercado a 5,81 euros e a Galp era a sexta maior empresa do PSI-20 por capitalização bolsista. Hoje, com os títulos cotados a 12,35 euros, já é a segunda maior empresa do principal índice da bolsa portuguesa. Por isso, quem tiver comprado acções na OPV e as tenha mantido até hoje já viu o seu investimento mais que duplicar. Mas, no meio dos êxitos, a Galp também sofreu alguns revezes, porque depois ver as acções atingirem os 19 euros, no final de 2007, nunca mais conseguiu atingir aquele patamar, provavelmente porque os mercados não ficaram imunes à crise. A comparação entre a valorização das acções da Galp nos últimos três anos, 112,6%, e a desvalorização de 17% do índice PSI-20 mostra bem o trajecto positivo da empresa no mercado. Também a nível internacional se verifica que a petrolífera portuguesa é a mais rentável entre as 100 principais empresas cotadas na Euronext e das mais rentáveis do índice Bloomberg Europe 500, onde surge em oitavo lugar. O segredo da valorização da Galp está no facto de ter entrado em bolsa com um valor conservador e de ter beneficiado das descobertas petrolíferas no Brasil, principalmente no campo de Tupi. A entrada na exploração de gás em Angola e a indicação do Governo brasileiro que irá participar em novas explorações de petróleo em parceria com a Petrobras, deram ainda maior alento às acções da Galp. A empresa deixou de ser vista como uma mera refinadora e passou a fazer parte do grupo exclusivo das ‘integrated oil & gas'. Pode, por isso, dizer-se que a continuação do êxito só depende da própria Galp e dos seus accionistas.
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Acções do PSI 20




