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As medidas “são contributo importante para que a confiança possa ser retomada e que os mercados possam acalmar”, disse ontem Teixeira dos Santos.
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Para que fundo compre a sua dívida, Portugal terá primeiro de pedir ajuda à UE e FMI como fez a Irlanda, explica a ministra de finanças francesa.
Portugal não se livra do Fundo Monetário Internacional (FMI) caso opte por activar a nova vertente mais flexível do fundo de resgate.
Christine Lagarde, a ministra francesa das Finanças, explicou ontem que esta opção que permitirá ao fundo de resgate comprar dívida pública no mercado primário "é um complemento ao pacote de ajuda" que, "por princípio, será sempre uma operação conjunta do EFSF [o fundo europeu] e do FMI". Esta opção, adiantou ontem ao fim da noite após a reunião de ministros de Finanças europeus em Bruxelas, estará "em vigor no Verão". É com isto que Portugal terá de contar para o caso dos mercados voltarem a penalizar as suas condições de financiamento e o pedido de ajuda se coloque.
O Governo fazia votos que o FMI ficasse de fora desse esquema para, no caso de pedir ajuda, se diferenciar do que considera ser uma humilhação, ou seja, os pedidos anteriores da Grécia e Irlanda.
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