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Economia

Função pública protesta e acerta formas de luta

Denise Fernandes  
05/02/10 07:05

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Frente Comum sozinha na manifestação de hoje, mas prepara mais protestos com a UGT.

Professores, enfermeiros, médicos, pessoal das autarquias e da administração central do Estado, entre outros, vão estar hoje entre os milhares de funcionários públicos que participam na manifestação nacional, em Lisboa, convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Função Pública (CGTP). Em causa, o congelamento salarial, as alterações nas pensões e o sistema de avaliação de desempenho, entre outras matérias.

Na manifestação de hoje, a estrutura da CGTP estará ainda sozinha, mas tudo aponta para que, num futuro próximo, haja protestos conjuntos da Frente Comum com as organizações sindicais da função pública afectas à UGT, o Sindicato dos Quadros Técnicos (STE) e a Fesap. Esta união resulta das medidas propostas no Orçamento do Estado, prejudicais para a função pública.

Recorde-se que os aumentos salariais estiveram na origem da última greve geral da Função Pública que juntou as três estruturas sindicais, em Novembro de 2007. Na altura, o protesto foi contra a "intransigência negocial do Governo", que impôs uma actualização salarial de 2,1% para o ano seguinte.
A dirigente da Frente Comum, Ana Avoila, não faz previsões quanto ao número de funcionários que hoje à tarde vai engrossar a manifestação em Lisboa, mas assegura que serão "muitos milhares".

"Além dos trabalhadores de Lisboa, onde estão os principais locais de trabalho, virão 300 autocarros de todo o país com trabalhadores de todos os sectores", conta Ana Avoila ao Diário Económico. A estes somam-se os trabalhadores que se deslocarão a Lisboa em transporte próprio ou em transportes públicos, acrescentou.

Segundo Avoila, a estrutura da CGTP ainda não realizou encontros com as outras organizações sindicais por ter estado nos últimos dias totalmente empenhada na realização da manifestação de hoje, mas garante que isso vai acontecer em breve. "Nos dias seguintes ao da manifestação, estarão criadas as condições para a reunião com as outras organizações sindicais com vista a protestos futuros comuns", afirma.

O presidente do STE, Bettencourt Picanço, assina por baixo. "Não fazia sentido participarmos nesta manifestação pois foi a Frente Comum que a organizou sozinha, mas estamos solidários", salienta Bettencourt Picanço. Quanto a futuras acções de protesto, o presidente do STE adianta que "a partir de segunda-feira há condições para reunir e acertar acções do mesmo tipo do da manifestação ou de outro tipo", referindo-se à possibilidade de uma greve organizada por todas as estruturas.

Também da Fesap, José Abraão já se manifestou disposto para "conversar e acertar posições" com as outras duas organizações sindicais. Mas ainda não foi contactada.

 





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