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Os funcionários públicos vão protestar hoje à tarde em Lisboa contra a suspensão do subsídio de férias.
A indignação vai marcar a manifestação dos trabalhadores da administração central do Estado que hoje protestam em Lisboa contra a suspensão do subsídio de férias.
"As pessoas começaram a receber na quarta-feira o vencimento sem o respectivo subsídio a que têm direito e há uma grande indignação entre os funcionários públicos", disse à Lusa a coordenadora da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila.
Segundo estima esta responsável, "o Governo, com isto, arrecada mais de 900 milhões de euros e mais de 366 mil funcionários ficam sem a totalidade do subsídio".
Para protestar contra estes 'cortes', os funcionários da administração central vão entregar uma resolução no Tribunal Constitucional contra a suspensão dos subsídios de férias e de Natal, decidida pelo Governo no âmbito do programa de ajustamento.
O protesto, promovido pela Federação nacional, terá início pelas 14h30, no Largo do Príncipe Real, em Lisboa, e passará pelo Tribunal Constitucional, onde será "lida e entregue uma resolução" contra as medidas do Executivo.
Os trabalhadores da Função Pública irão também manifestar-se contra os despedimentos e as "falsas rescisões amigáveis, a adaptabilidade dos horários de trabalho com o aumento de duas horas por dia e de 50 horas por semana e a mobilidade forçada".
Os manifestantes dirigem-se, de seguida, para a residência oficial do primeiro-ministro onde dirão a Passos Coelho que "não aceitam que o Governo esteja a tirar dinheiro aos trabalhadores para dar aos bancos", segundo Ana Avoila.
No final, para além das intervenções dos coordenadores dos diversos sindicatos da Função Pública, o protesto culminará com as intervenções de Ana Avoila e de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP.
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