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Funcionários públicos já se começaram a manifestar na passada sexta-feira em Lisboa.
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Sindicatos vão unir-se em novas greves e manifestações nacionais.
A antecipada intransigência do Executivo nas negociações salariais para a Função Pública poderá levar a uma onda de contestações. Já em Março, em plena aprovação do Orçamento do Estado para 2010, poderão surgir novas greves ou manifestações nacionais.
O aviso é de Ana Avoila da Frente Comum, segundo a qual estas formas de luta serão hoje avaliadas numa cimeira dos sindicatos da Administração Pública. Uma luta que promete ser unitária com protestos conjuntos de todos as organizações sindicais da Função Pública, adensando o clima social no país.
"Um ultraje para os trabalhadores que mostra a necessidade de luta", afirma esta dirigente da estrutura sindical da CGTP, resumindo a visão das estruturas sindicais da Função Pública quanto à proposta de congelamento salarial. Um anúncio que acabou por ser feito antes mesmo do Governo reunir com os representantes dos trabalhadores, levando os sindicatos a partir para as negociações que hoje arrancam no Terreiro no Paço "sem ilusões" e com uma "expectativa negativa".
Também a FESAP admite a contestação dos funcionários públicos, caso as negociações "não sejam efectivas", salienta, contudo, que "as formas de luta só funcionarão de forma unitária".
Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos (STE), deixa também em aberto formas de luta em consonância com as restantes estruturas sindicais. Alguns dos seus responsáveis admitem mesmo medidas mais drásticas do que a greve como o encerramento selectivo de repartições.
Os avisos surgem no dia em que arrancam as negociações salariais e depois de, na passada sexta-feira, a Frente Comum ter juntado, em Lisboa, milhares de funcionários públicos, numa manifestação nacional.
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