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O barril de brent superou ontem a barreira dos 116 dólares, ao nível mais elevado desde Setembro do ano passado. A culpa é do frio que se faz sentir na Europa e das tensões no Médio Oriente.
O ouro negro está de volta às valorizações. Há cinco sessões consecutivas que a cotação do ‘brent' está a subir, tendo ontem chegado aos 116,54 dólares, uma fasquia que não era atingida desde Setembro. Contas feitas, só nas últimas cinco sessões esta matéria-prima que serve de referência para as importações portuguesas já valorizou 5%. Ou seja, o preço da energia está a aumentar. E se a tendência se mantiver, significa que os preços de bens e serviços também poderão registar novos aumentos. Recorde-se que as previsões inscritas no orçamento do Estado para 2012 têm em conta um preço médio por barril de brent de 108,6 dólares para este ano. Neste momento, e até à data, o preço médio desta matéria prima em 2012 situa-se nos 111,8 dólares- ou seja, um valor um pouco acima das previsões do Governo.
A contribuir para a valorização da ‘commodity' estão sobretudo dois factores: o frio que se faz sentir na Europa e as tensões que se continuam a registar no Médio Oriente, especialmente em relação ao Irão e à Síria. Recorde-se que a União Europeia acordou a 23 de Janeiro em colocar um embargo às importações de petróleo do Irão, por causa do programa nuclear levado a cabo pelo regime de Teerão.
A juntar a estes factores estão ainda as recentes tensões sentidas na Síria, onde os confrontos armados levaram à explosão de um importante gaseoduto que atravessa a província de Homs. Todos estes pontos de conflito colocam entraves à produção e à oferta de petróleo, conduzindo à subida dos preços.
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