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Frio mantém-se pelo menos até à próxima quarta-feira

Económico com Lusa  
08/02/12 07:29

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O tempo frio e seco vai continuar em Portugal Continental pelo menos até à próxima quarta-feira, tudo por 'culpa' de uma massa de ar frio transportada por um anticiclone localizado na região da Escandinávia.

A previsão é do Instituto de Meteorologia (IM), que coloca hoje, a partir das 23:00, todos os distritos do Continente em aviso amarelo, o terceiro mais grave numa escala de quatro, devido a temperaturas mínimas muito baixas, nalguns casos negativas.

O aviso amarelo, que significa "risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica", mantém-se até às 11h59 de sexta-feira.

Na quinta-feira, segundo o IM, as temperaturas mínimas vão oscilar entre os -5ºC em Bragança e Penhas Douradas e os 3ºC em Lisboa e Faro. Na sexta-feira, Faro continua com 3ºC de mínima e Bragança desce um grau, para os -6ºC.

Depois de uma ligeira subida no sábado, entre um a três graus, as temperaturas voltam a baixar no domingo.

Na semana passada, vários distritos do Continente estiveram sob aviso laranja, o segundo mais grave, por causa do frio.

O tempo frio e seco no Continente, que se arrasta desde Dezembro, vai manter-se pelo menos até à próxima quarta-feira, devido a uma massa de ar frio transportada na circulação de um anticiclone localizado na região da Escandinávia, adiantou o meteorologista Ricardo Tavares.

O Instituto de Meteorologia admitiu, na semana passada, como cenário "mais provável" para finais de Fevereiro "o aumento da severidade" da seca em Portugal Continental, devido à persistência de tempo frio e seco.

A manterem-se os níveis de precipitação registados em Janeiro, que foram muito inferiores ao normal, o Continente poderá enfrentar em Fevereiro seca extrema, o último grau, vaticinou o meteorologista Costa Alves.

No fim de Janeiro, todo o território continental entrou em seca meteorológica, com 11 por cento em seca severa, 76 por cento em seca moderada e 13 por cento em seca fraca.

Não fosse a chuva que caiu em Novembro e Portugal Continental estaria, até final de Janeiro, na pior situação de seca meteorológica da última década (2004/2005), de acordo com o IM.

A seca, que já levou os agricultores a reclamarem apoios excepcionais, está a ser acompanhada por uma 'task force' que vai identificar os prejuízos e apresentar soluções, nomeadamente com recurso a fundos comunitários, anunciou na terça-feira a ministra da tutela, Assunção Cristas.

Os casos mais complicados, apontou, verificam-se nos pastos e na alimentação de animais.

Quanto à água para consumo humano e produção de energia eléctrica, não há, por enquanto, problemas, dada a quantidade de água armazenada nas barragens, ressalvou a ministra da Agricultura e do Ambiente.

 





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