Mais Lidas
Comunidade
O tempo frio e seco vai continuar em Portugal Continental pelo menos até à próxima quarta-feira, tudo por 'culpa' de uma massa de ar frio transportada por um anticiclone localizado na região da Escandinávia.
A previsão é do Instituto de Meteorologia (IM), que coloca hoje, a partir das 23:00, todos os distritos do Continente em aviso amarelo, o terceiro mais grave numa escala de quatro, devido a temperaturas mínimas muito baixas, nalguns casos negativas.
O aviso amarelo, que significa "risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica", mantém-se até às 11h59 de sexta-feira.
Na quinta-feira, segundo o IM, as temperaturas mínimas vão oscilar entre os -5ºC em Bragança e Penhas Douradas e os 3ºC em Lisboa e Faro. Na sexta-feira, Faro continua com 3ºC de mínima e Bragança desce um grau, para os -6ºC.
Depois de uma ligeira subida no sábado, entre um a três graus, as temperaturas voltam a baixar no domingo.
Na semana passada, vários distritos do Continente estiveram sob aviso laranja, o segundo mais grave, por causa do frio.
O tempo frio e seco no Continente, que se arrasta desde Dezembro, vai manter-se pelo menos até à próxima quarta-feira, devido a uma massa de ar frio transportada na circulação de um anticiclone localizado na região da Escandinávia, adiantou o meteorologista Ricardo Tavares.
O Instituto de Meteorologia admitiu, na semana passada, como cenário "mais provável" para finais de Fevereiro "o aumento da severidade" da seca em Portugal Continental, devido à persistência de tempo frio e seco.
A manterem-se os níveis de precipitação registados em Janeiro, que foram muito inferiores ao normal, o Continente poderá enfrentar em Fevereiro seca extrema, o último grau, vaticinou o meteorologista Costa Alves.
No fim de Janeiro, todo o território continental entrou em seca meteorológica, com 11 por cento em seca severa, 76 por cento em seca moderada e 13 por cento em seca fraca.
Não fosse a chuva que caiu em Novembro e Portugal Continental estaria, até final de Janeiro, na pior situação de seca meteorológica da última década (2004/2005), de acordo com o IM.
A seca, que já levou os agricultores a reclamarem apoios excepcionais, está a ser acompanhada por uma 'task force' que vai identificar os prejuízos e apresentar soluções, nomeadamente com recurso a fundos comunitários, anunciou na terça-feira a ministra da tutela, Assunção Cristas.
Os casos mais complicados, apontou, verificam-se nos pastos e na alimentação de animais.
Quanto à água para consumo humano e produção de energia eléctrica, não há, por enquanto, problemas, dada a quantidade de água armazenada nas barragens, ressalvou a ministra da Agricultura e do Ambiente.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





