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Sarkozy quer aumentar para os 62 anos a idade da reforma no país. Os sindicatos convocaram uma greve geral e França está parada.
A paralisação atingiu 137 cidades do país, e fechou várias escolas, estações dos correios e serviços públicos, além de ter congelado também a rede de transportes.
Subir a idade da reforma para 62 anos, face aos actuais 60 anos, de forma gradual até 2018 foi uma das medidas anunciadas em Junho pelo governo francês como parte do plano de austeridade nacional.
Na altura, a decisão de aumentar a idade da reforma foi justificada, pelo Governo, para equilibrar o défice da Segurança Social e salvaguardar o ‘rating' AAA do país.
De acordo com o presidente, esta medida permitirá ao Executivo poupar 19 mil milhões de euros durante os próximos oito anos. O país pretende reduzir o défice de 8%, em 2009, para 3% em 2013. Só na reforma das pensões Sarkozy conseguirá garantir uma redução de 0,5% do défice em 2013, segundo dados oficiais do governo francês.
A idade da reforma em França não sofria alterações desde 1981, altura em que socialista François Mitterrand antecipou o período de aposentação de 65 para os 60 anos que vigoravam até agora. Na Alemanha está actualmente em 67 anos.
Os sindicatos contam reunir cerca de dois milhões de pessoas pessoas nas ruas do país, no mesmo dia em que o aumento da idade da reforma começa a ser discutido no Parlamento francês. E apesar de mais de 70% dos franceses apoiar a greve geral, numa clara oposição às medidas propostas por Sarkozy, o presidente parece inflexível na sua decisão.
O presidente francês volta assim viver um período conturbado da sua governação, a dois anos do final do mandato. Nos últimos meses a aprovação do governo de centro-direita tem visto a aprovação popular a cair a pique, com a popularidade do governante a tocar em mínimos históricos (32%) desde a sua chegada ao Eliseu, em 2007.
Os números podem dificultar a ideia de uma recandidatura nas eleições de 2012.
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Comentários (5)
Estou perfeitamente de acordo em descontar para a Segurança Social quando se é reformado. Por outro lado quanto à idade da deforma poder-se-ia pensar noutra solução, eu tenho 55 anos de idade e 41 de descontos para a Se.Social, não me importava de me reformar e fazer voluntariado.
Pena é que os governantes não têm capacidade de visão. Só tomam medidas quando as situações acontecem. O que está errado é o modelo de sociedade que se criou. Desde há muito que aprendi que cada vez mais é preciso menos gente para trabalhar, graças ao infeliz aproveitamento dos avanços tecnológicos. É como o chocolate...em demasia pode acabar em diabetes.
E todos os dias se vê este fenomeno. Passará pela cabeça de alguem mandar arranjar um chapéu de chuva ao amolador da rua em vez de ir ao "chinês" comprar outro? Passará pela cabeça de alguem mandar arranjar o carro usado em vez de receber o prémio de abate e pedir um impréstimo para comprar um novo? etc, etc... e a pouco e pouco chegamos ao descalabro do desemprego em massa. E daqui para a frente vai haver um novo grupo social : desempregado.
Os aumentos das idades de reforma são uma panaceia. Logo que passar o efeito, volta a dor de cabeça.
E os franceses exemplificam que não são as medidas de choque que resolvem a situação.
Dirijo-me aos novos, aos que trabalham, aos reformados, aos doentes. Não me dirijo á classe política, porque não o são.
Não há dúvida que o povo Francês é o mais iluminado, até já percebeu que aumentar a idade da reforma não vai resolver nada, antes pelo contrário agrava a situação dos desempregados, dos que estão em idade de trabalhar e têm os postos de trabalho ocupados. Não se entende o aumento da idade da reforma, porque quanto mais se avança na tecnologia, menos mão de obra é necessária e se as pessoas com a idade que era antes, até poderiam ser muito úteis noutras áreas sociais, como o ajudar os filhos, cuidar dos netos, para que não estejam tanto tempo sentados frente à televisão ou computador. Para além de que há muitas outras actividades em que os reformados podem ser muito úteis.
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