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O presidente executivo da Fnac disse hoje que as lojas em Portugal não deverão aumentar os preços quando o IVA for aumentado, anunciando ainda um investimento de 9 milhões até 2012 na abertura de mais três lojas.
"Vamos tentar fazer de tudo para que esse aumento não seja suportado pelos consumidores. Vamos levar a cabo conversações com os nossos fornecedores, que têm o mesmo interesse que nós em não baixar as vendas devido ao aumento do IVA. Penso que o importante é permitir aos consumidores que não sintam o impacto desta decisão [do Governo]", disse Christophe Cuvillier em entrevista à Lusa.
Portugal representa o terceiro mercado para a Fnac, atrás da França e da Espanha, e é por isso que a aposta no crescimento é para continuar, afirma o responsável internacional desta cadeia.
"Portugal é o nosso terceiro país - o primeiro é França, o segundo Espanha e Portugal está imediatamente atrás, em terceiro, e é portanto um país que conheceu um desenvolvimento importante onde estamos a abrir a nossa 17ª loja em Leiria e um país que acolheu muito bem o conceito", considerou o responsável, que estima aumentar o número de espaços aderentes até 2012.
O objectivo do grupo francês é o de abrir uma a duas lojas por ano, devendo atingir as 20 em território nacional nos próximos dois anos.
Cada nova loja corresponde a um investimento de 3 milhões de euros e permite empregar entre 80 a 100 colaboradores, privilegiando pessoas da região correspondente à localização da loja, disse Michel Barouin.
Questionado sobre os efeitos da crise, o responsável admitiu que "houve claramente" um impacto no volume de vendas no primeiro semestre do ano passado, com uma quebra de 5% em todo o grupo, mas já há sinais de recuperação.
"Houve claramente um impacto, quando olhamos para o crescimento das vendas em 2009 a nível mundial, com o grupo Fnac a registar uma quebra de 5 por cento nas suas vendas", afirmou o presidente executivo da FNAC, Christophe Cuvillier.
No entanto, "no segundo semestre, graças a muitas iniciativas comercias, conseguimos aumentar as vendas e tivemos um crescimento de 0,5% ou 0,6% [nas vendas]".
Em Portugal, o crescimento das vendas no primeiro trimestre foi de 11 por cento, quase o dobro dos 6,3% registado no panorama da Fnac a nível internacional.
"É um país absolutamente fundamental", concluiu Christophe Cuvillier.
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