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A Grécia foi a primeira vítima da crise de dívida soberana.
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Dias depois de a ‘yield’ das obrigações do Tesouro da Grécia e Irlanda terem superado os 7%, os países recorreram à ajuda do FMI e da UE.
Uma semana antes de recorrer à ajuda da União Europeia (EU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) as obrigações do Tesouro a 10 anos da Grécia estavam a cotar acima dos 7%.
E três semanas antes de a Irlanda ser salva pelas mesmas autoridades, os títulos de dívida a 10 anos do país estavam igualmente a negociar acima dos 7%.
A barreira dos 7% parece ser, de facto, o ponto de referência para os países da zona euro acederem à ajuda externa. Aliás, foi isso também que Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, referiu a 9 de Outubro: "se os juros da dívida chegarem aos 7%, o Governo tem de colocar a hipótese de recorrer ao FMI e ao fundo europeu."
Hoje a ‘yield' das obrigações do Tesouro a 10 anos da República estão, mais uma vez, a cotar acima dos 7% e a trazer de novo o nervosismo aos mercados.
O BPI, no "diário de bolsa" de hoje enviado aos seus clientes refere que "caso as ‘yields' nacionais comecem a negociar sustentadamente acima dos 7% se assista a uma espiral de vendas no mercado accionista português".
Ajuda externa não tem amenizado o preço da dívida
Desde que a Grécia foi salva pela UE e pelo FMI a 23 de Abril de 2010 que as ‘yields' dos títulos de dívida do país de George Papandreou já escalaram mais de 40 pontos percentuais. A ‘yield' das obrigações do Tesouro gregos voltaram mesmo a renovar recentemente o valor histórico dos 12,6%.
O mesmo tem sucedido com a Irlanda. Desde que o pacote de ajuda financeiro de 85 mil milhões de euros foi aprovado a 21 de Novembro pela UE e pelo FMI que as ‘yields' dos títulos de dívida irlandesa não corrigiram, pelo contrário: desde esse dia o preço das obrigações do Tesouro do país subiram, em média, 10 pontos percentuais, estando a ‘yield' das obrigações do Tesouro a 10 anos a cotar acima dos 9%.
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