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Hoje, em Macau, Teixeira dos Santos frisou que Portugal não pode dar-se ao luxo de não cumprir as metas de redução do défice.
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A Fitch diz que o principal risco que Portugal enfrenta é uma nova recessão e que não há espaço para derrapagens na meta do défice.
No relatório divulgado hoje "Euro Area Fiscal Consolidation Yet To Begin In Earnest", a Fitch dedica um breve capítulo a Portugal, onde recorda que o défice atingiu os 9,4% do PIB em 2009, o quarto mais elevado da zona euro.
A casa de 'rating' mostra-se confiante quanto ao programa do Executivo de Sócrates para reduzir o défice até aos 4% do PIB entre 2010-2011 e para 3% do PIB em 2012.
"A Fitch acredita que os planos do Governo são credíveis", visto que o partido que está actualmente no poder conseguiu "uma redução recorde do défice no início da década e o principal partido da oposição apoia a consolidação", explica a agência de notação internacional.
Contudo, alerta a Fitch, "o risco mais significativo [para Portugal] é o de uma dupla-recessão", visto que "um regresso da contracção do PIB iria tornar os ajustamentos orçamentais muito mais difíceis de conseguir". Isto numa altura em que as atenções também estão voltadas para a necessidade de Portugal ter um Orçamento aprovada para 2011.
Além disso, adianta a Fitch, devido à "elevada dívida pública (83,5% do PIB prevista para 2010) assim como a elevada sensibilidade das 'yields' portuguesas a notícias negativas, a Fitch considera que Portugal tem pouco espaço para derrapagens" nas metas de cortar o défice.
Já durante o dia de hoje, Teixeira dos Santos frisou, em Macau, a necessidade de Portugal cumprir com as metas do défice.
- Nota: o investidor deve consultar esta nota de ‘research' integralmente, solicitando-o à casa de investimento que o realizou.
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