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A agência dá um pedido de ajuda por parte de Portugal como muito provável.
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A Fitch cortou em dois níveis o ‘rating' de Portugal e deixou de assumir que o País vai continuar a ter acesso aos mercados.
O ‘rating' atribuído pela agência norte-americana baixou de ‘A+' para ‘A-' e o ‘outlook' permanece negativo, um aviso de que poderão haver novos cortes. A decisão foi divulgada ainda durante a negociação dos mercados.
A Fitch é clara na justificação: O ‘downgrade' reflecte o aumento do risco de Portugal não conseguir adoptar medidas de consolidação orçamental depois do chumbo do PEC IV, ontem no Parlamento, e da demissão de José Sócrates logo a seguir.
Tão ou mais relevante que o corte de ‘rating' é que a Fitch deixou de assumir que Portugal continuará a conseguir obter financiamento nos mercados internacionais, ou seja, que é agora mais provável que o País tenha de pedir ajuda internacional.
Aliás, sem esse pedido de ajuda, diz a Fitch, é provável que o ‘rating' português seja novamente reduzido e possivelmente em mais de um nível.
A decisão da agência aparece no dia em que os líderes europeus estão reunidos em Bruxelas e numa altura em que Portugal está a ser pressionado para seguir o caminho da Grécia e da Irlanda: pedir ajuda.
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