Mais Lidas
Comunidade
- China recebe jovens em início de carreira 00:05
- Galp exporta 2,4 mil milhões de produtos petrolíferos 12:55
- Schäuble desmente pacote de ajuda adicional a Portugal 12:38
- Jornal diz que Schäuble falou "demais" com Gaspar 12:20
- PCP diz que diálogo entre Gaspar e ministro alemão "mostra farsa imensa" 12:08
Número é superior ao verificado no ano passado, quando os serviços conseguiram vender 72 casas por dia.
Depois de um ano em que as receitas fiscais caíram a pique - em 13,9%, para os 30,7 mil milhões de euros - o Fisco continua a pressionar no sentido de acelerar a venda de bens penhorados e reforçar a cobrança de impostos. Desde o início do ano o Fisco vendeu 3.507 casas penhoradas, o que equivale a 90 casas por dia, segundo os dados da Direcção-Geral dos Impostos. O número representa um aumento do ritmo de venda, já que no ano passado, o organismo liderado por Azevedo Pereira vendeu uma média de 72 casas penhoradas por dia.
Desde o primeiro dia de Janeiro, foram vendidos 4.346 bens, entre eles casas, carros e partes sociais em sociedades. No conjunto do ano passado, o Fisco conseguiu vender 26.438 casas de devedores, num total de 39.391 bens vendidos. A justificar este aumento estão, por um lado, os preços de saldo que são um dos factores mais aliciantes para os compradores e, por outro, o facto de se penhorarem cada vez mais tipos de bem e de serem colocados à venda com maior rapidez. Além disso, os montantes arrecadados ajudam nas cobranças coercivas, que só no ano passado renderam cerca de 1.500 milhões euros.
O número de bens penhorados tem vindo a aumentar ao longo dos anos. Em 2005 entrou em funcionamento o Sistema Informático de Penhoras Automáticas (SIPA), que tem vindo a confiscar um número cada vez maior de bens. O SIPA permite aos Serviços de Finanças responsáveis pelos processos de execução fiscal, conhecer os bens penhoráveis dos respectivos devedores, através do número de contribuinte. Além de casas e carros, este sistema permite também penhorar pensões, rendas, planos-poupança, apólices e barcos, por exemplo. No caso da inexistência destes bens, é penhorado o salário dos contribuintes com dívidas fiscais. Com este sistema houve um progresso a dois níveis: são detectados cada vez mais bens diferentes e de forma mais eficiente.
Notícias da mesma categoria
Comentários (6)
Não há dúvida de que estamos num mundo-cão em que uns, valendo-se do desafogo da sua situação financeira, aproveitam-se oportunisticamente das fraquezas económicas temporárias de outros que, embora o desejassem para não perederem os seus bens, não conseguiram honrar os seus compromissos e agora se vêem esbulhados do seu património.
Se não for um a aproveitar, outro será, certamente.
É a vida...
Publicidade
Acções do PSI 20





